Tributo aos Grandes

A
Amélia Rey Colaço

Amélia Rey Colaço

1898 – 1990

Nome artístico de Amélia Schmidt Lafourcade Rey Colaço Robles Monteiro, que nasceu em Lisboa, a 2 de março de 1898 e morreu a 8 de Julho de 1990 em Lisboa. Considerada a mais proeminente figura do teatro português do século XX, recebeu da família o primeiro contacto com as artes — o pai, Alexandre Rey Colaço, era pianista e compositor.

Casou-se em Dezembro de 1920 com o ator Robles Monteiro. No ano seguinte os dois concorrem ao concurso de concessão do Teatro Nacional D. Maria II, fundando para o efeito uma companhia de teatro própria: a Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Nascia assim a mais duradoura companhia teatral de sempre da Europa, que conheceu 53 anos de duração, 46 dos quais sediada no Teatro Nacional D. Maria II.

Talentosa, culta e empreendedora, Amélia Rey Colaço atuou em vários planos na direção da companhia — estruturou um grupo coeso e exigente, empenhou-se na dignificação social do ator, conquistando para ele um estatuto de superioridade, à medida que organizava um reportório ambicioso, à revelia da censura. Chamou pintores prestigiados para colaborarem na cenografia, casos de Raul Lino, Almada Negreiros ou Eduardo Malta. Contratou nomes que eram ídolos do público de então, como Palmira Bastos, Nascimento Fernandes, Alves da Cunha, Lucília Simões, Estêvão Amarante, Maria Matos ou Vasco Santana.

Fazendo escola, revelou uma inteira geração de novos actores, como Raul de Carvalho, Álvaro Benamor, Maria Lalande, Assis Pacheco, João Villaret,  Eunice Muñoz, Carmen Dolores, Maria Barroso, João Perry, Madalena Sotto, Helena Félix, Rogério Paulo, José de Castro, Lourdes Norberto, Varela Silva, Ruy de Carvalho, Filipe La Féria ou João Mota. Alternando entre obras clássicas e modernas, abriu como nunca as portas à dramaturgia portuguesa, representando obras de  José Régio,  Virgínia Vitorino,  Bernardo Santareno, Luís de Sttau Monteiro, entre outros.

Fonte: Wikipédia

Armando Cortez

Armando Cortez

1928 – 2002

Armando Cortez é o nome artístico de Armando Cortez e Almeida, que nasceu em Lisboa, a 23 de Junho de 1928 e faleceu a 11 de Abril de 2002, foi ator, encenador, argumentista e produtor .

Ator de teatro desde 1946,. Dirigiu o musical Annie de Thomas Meehan para o Teatro Maria Matos  (1983). Foi agraciado por Jorge Sampaio com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique . Juntamente com outros artistas portugueses como Raul Solnado, Manuela Maria, Carmen Dolores, Francisco Nicholson ajudou a fundar a Apoiarte – Casa do Artista, tendo sido um dos seus Presidentes. Foi um homem de causas. A sala de espetáculo afeta a esta instituição foi batizada em sua homenagem, chamando-se Teatro Armando Cortez, tendo sido oficialmente inaugurado a 5 de Maio de 2003, pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. Pedro Santana Lopes. 

Armando Cortez destacou-se nos mais diferentes géneros, desde o teatro, cinema e televisão, tendo popularizado diferentes peças. Participou ainda em algumas telenovelas portuguesas. 

M
Mariana Rey Monteiro

Mariana Rey Monteiro

1922 – 2010

Nome artístico de Mariana Dolores Rey Colaço Robles Monteiro, que nasceu em Lisboa, a 28 de Dezembro de 1922  e  faleceu a 20 de Outubro de 2010, foi uma atriz portuguesa. Filha de um casal de grandes actores portugueses: Felisberto Robles Monteiro e Amélia Rey Colaço. A carreira artística começa com a peça Antígona, de Sófocles, em 1946, no Teatro Nacional D. Maria II, integrando a companhia teatral dirigida pelos pais, a Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro.

Em 1962, recebeu o Óscar da Imprensa pela sua participação no filme “Um dia de vida”. Na televisão, tornou-se conhecida do grande público na série “Gente fina é outra coisa” e em novelas como  Vidas de Sal  (1996), tendo este sido o seu último trabalho. A 3 de Agosto de 1983 foi feita Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, tendo sido elevada a Grande-Oficial da mesma Ordem a 8 de Junho de 1996.

P
Palmira Bastos

Palmira Bastos

1875 – 1967

Maria da Conceição Martinez de Sousa Bastos, que nasceu na Aldeia Gavinha, Alenquer, a 30 de Maio de 1875 e faleceu em Lisboa, a 10 de Maio de 1967. Foi uma das mais conhecidas atrizes portuguesas. Casou em 1894 com o empresário teatral António de Sousa Bastos. Casou segunda vez com António Almeida da Cruz. A sua estreia como actriz deu-se em 18 de Julho de 1890, com a peça O Reino das Mulheres de E. Blum, no Teatro da Rua dos Condes. Esta estreia foi o início de uma longa carreira de 75 anos de dedicação ao teatro, que terminou com a sua participação na peça O Ciclone em 15 de Dezembro de 1966.

Participou ainda no filme mudo O Destino em 1922. Representou no Teatro Nacional D. Maria II, na Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro e na Companhia Palmira Bastos-Alexandre d’Azevedo.

Em 1966 regista-se a última peça com que Palmira Bastos apareceu nos ecrãs de televisão “As Árvores Morrem de Pé”, de Alejandro Casona, que esteve em cena no Teatro Avenida.

Fonte: Wikipédia

V
Varela Silva

Varela Silva

1929 – 1995

Varela Silva é o nome artístico de Alberto Varela Silva, que nasceu em Lisboa, a 15 de Setembro de 1929 e faleceu a 15 de Dezembro de 1995. Foi casado com a fadista Celeste Rodrigues e, posteriormente com a cantora e atriz Simone de Oliveira. Foi ator, autor, encenador. Foi também diretor de teatro e cinema.

Varela Silva estreou-se no Teatro Maria Vitória, na revista “Até Parece Mentira”. Participou em 200 peças, entre as quais: “As Árvores Morrem de Pé”, “Um Eléctrico Chamado Desejo”, “Felizmente Há Luar”  , “A Ceia dos Cardeais”, “Passa Por Mim no Rossio”, “Maldita Cocaína”. Participou ainda em telenovelas, como “Vila Faia“.

Fonte: Wikipédia