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Não! Uma comédia com Adriana Birolli

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FEED LISBOA ESTATICO 7

NÃO! A Comédia para quem tem dificuldade em dizer não

Com Adriana Birolli

 

O espetáculo “NÃO!” já foi visto por mais de 32 mil pessoas, cumpriu mais de 100 apresentações, passou por 31 cidades em 14 estados do Brasil, e agora desembarca em Lisboa para uma temporada de 3 semanas.

 

Adriana Birolli é conhecida pelos seus trabalhos em televisão como ‘Viver a Vida”, “Fina Estampa”, “Império”, entre outras novelas. É também reconhecida pelo seu talento, tendo sido distinguida com prémios de atuação em televisão e no teatro.

 

A premiada atriz sobe ao palco para dar voz a uma personagem prestes a completar 36 anos e que não quer ir à comemoração do seu aniversário, mesmo quase pronta para sair, passa a refletir sobre a possibilidade de não comparecer. O telemóvel não para de receber mensagens e a pressão não para de aumentar, enquanto o público é convidado a entrar na intimidade dessa personagem e da sua comédia privada.

Consignação do IRS 2025

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Campanha Consignação IRS 2025

APOIARTE - Casa do Artista

 Simone de Oliveira e Juan Soutullo são as caras da nova Campanha de Consignação do IRS em 2025 para a APOIARTE – Casa do Artista

Ao consignar 1% do seu IRS, além de ter um Custo Zero para si, está a contribuir para a continuidade da missão da APOAIRTE – Casa do Artista.

Somos uma instituição que apoia e dignifica os Artistas e toda a Comunidade Artística em Portugal. Contribuir com 1% do seu IRS para a APOIARTE – Casa do Artista é motivar o desenvolvimento da inovação, do respeito, da consideração e do amor pela comunidade artística.

Basta preencher o modelo 3, quadro 11, campo 1101 [Instituições Particulares de Solidariedade Social] com o NIF 501 705 163

Faça parte!

 

Não está a par de quem realmente somos? CLIQUE AQUI!

Pretende ajudar de outra forma esta instituição? CLIQUE AQUI!

FICHA TÉCNICA da Campanha IRS 2025

Artistas Convidados

Residentes Casa do Artista:
Simone de Oliveira
Juan Soutullo

Equipa Técnica (Captação de Imagens & Edição do vídeo Campanha)

Concept Media

Voz Off

José Raposo

Gravação Voz Off

Sonar Studio

Conceito Criativo

Ana Sécio, Frederico Corado

Produção, Comunicação & Marketing

Ana Sécio 

Fotografia

Rita Antunes

Design

Jonas Cardoso 

Cabelo & Maquilhagem

Danila

Direção APOIARTE – Casa do Artista

José Raposo (Presidente), Conceição Carvalho, Frederico Corado, Natália Luíza, Paulo Dias, Sofia Grillo

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A Mais Velha Profissão

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A Mais Velha Profissão

Estamos nos anos 80 do século passado. A peça conta-nos de uma forma divertida a história de  cinco mulheres cuja profissão é a mais velha do mundo. Todas elas com muita vida para contar, mas ainda com sonhos e lutas diárias com outras meninas mais novas, que tentam ficar com o seu lugar. Os seus clientes vão avançando na idade e também vamos ficar a saber os seus segredos. Venha conhecer a Madame (Júlia Pinheiro) mulher de negócios, a Úrsula (Paula Guedes) a ambiciosa alemã, Lili (Paula Mora) mulher que ainda vira a cabeça a homens mais novos, Vera (Valerie Braddell) a mais pura e com ética profissional e Eva (Helena Isabel) a mais descarada que adora o seu trabalho. Com sagacidade, compaixão, alguma dureza e um caustico humor, discutem tentando descobrir e aprender novos truques, enquanto lutam para permanecer “na vida” sobre a guarda invisível do imaculado de “M” ( Heitor Lourenço).

Festival na Minha Casa

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1ª Edição Festival na Minha Casa

Na Minha Casa é a 1ª edição do Festival da Casa do Artista dedicado à música. Junta 8 artistas em 8 concertos intimistas a favor da Instituição que celebra 25 anos ao serviço da cultura e das artes. Às segundas e terças-feiras, de 13 de janeiro a 4 de fevereiro, sempre às 21h, Na Minha Casa sobe à sala de estar instalada no palco do requalificado Teatro Armando Cortez.

Camané, Marisa Liz, Paulo de Carvalho, Toy, José Cid, Ana Bacalhau, Carolina de Deus e Marco Rodrigues são os artistas que dão início a esta iniciativa, propondo-se atuar no palco do Teatro da sua Casa e a receber o público num ambiente descontraído, como quem está entre família e amigos. 

O Festival Na Minha Casa assume uma componente solidária, com os artistas a oferecerem as receitas à Casa do Artista, contribuindo assim para a requalificação do Teatro Armando Cortez. Uma estrutura cuja atividade contribui, em grande medida, para assegurar o trabalho de apoio social desenvolvido na Residência Sénior onde são apoiados 75 artistas com mais de 65 anos. 

 

Cartaz!

13 jan – Camané

14 jan – Marisa Liz

20 jan – Paulo de Carvalho

21 jan – Toy

27 jan – José Cid

28 jan – Ana Bacalhau

3 fev – Carolina de Deus

4 fev – Marco Rodrigues

Programação de Natal aberta à Comunidade

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Agenda DEZ BoasFestas

Programação Natal aberta à Comunidade

GALERIA RAUL SOLNADO

 

19 DEZ

DANÇAS LATINAS PARA CRIANÇAS, por Ricardo Soares
5 – 10 anos
11h – 12h
Piso 0 | Entrada livre
CONCERTO DE NATAL ARPICantares
Para todos
15h00 – 16h
Piso 0 | Entrada livre
20 DEZ
RECITAL CANÇÕES DE NATALde Lucina Morais e Daniel Morais
15h – 16h
Piso 1 | Entrada livre
21 DEZ
AULA-ENSAIO ABERTO inspirada no universo de O Mágico de Oz, por MOVIUNE
8 – 14 anos
10h – 13h
Piso 0 | Gratuito mediante inscrição para 91 900 73 18
APRESENTAÇÃO DE DANÇAS AFRICANAS + AULA EXPERIMENTAL, por Escola Dançá Má Mí
15h – 16h30
Piso 0 | Entrada livre
WORKSHOP DE VIOLINO E VIOLONCELO, por Mariana Pinto e Joana Correia
Para adultos
16h30 – 18h30
Piso 0 | 27€ p/pessoa
Inscrições até 18 dez – marianapintoviolin@gmail.com 
22 DEZ
WORKSHOP DE JOGO TEATRAL E IMPROVISAÇÃO, de Carlos Nicolau Antunes
M/13
10h – 13h
Piso 0 | 15€ p/pessoa
Inscrições até 20 dez – carlosnicolauantunes@gmail.com
OFICINA DE JOGOS TEATRAIS por Arca das Artes
M/15
17h – 18h30
Piso 0 | Entrada livre
 

As Vaginas e Eu – Tudo o que Ficou por Dizer

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As Vaginas e Eu, Tudo o que Ficou por Dizer

De 9 de janeiro a 2 de fevereiro. Uma das maiores apresentadoras de sempre da televisão portuguesa, Teresa Guilherme apresenta-se a solo com o espetáculo de humor intitulado “As Vaginas e Eu – Tudo o que ficou por dizer”.

Durante 70 minutos, Teresa Guilherme aborda com humor as conversas secretas (que as mulheres vão tendo entre si e que os homens nem sonham) sobre as suas relações com os seus maridos.

De forma interativa e carregada de gargalhada, são quebrados tabus e preconceitos que continuam a ser uma realidade das mulheres na sociedade.

Num espetáculo alucinante e muito divertido, nada ficará por dizer.

 

A Arte de Viver entre Gerações

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A Arte de Viver entre Gerações

No dia 18 de novembro, a Aproximar, Cooperativa de Solidariedade Social, em colaboração com a Apoiarte – Casa do Artista, promove a Conferência Final da iniciativa PAGES, intitulada “A Arte de Viver entre Gerações“. Este evento, que terá lugar no Teatro Armando Cortez, entre as 14h e as 17h, irá explorar a importância da intergeracionalidade e do combate ao idadismo através da arte e da cultura.

 

O evento contará com a apresentação dos resultados preliminares da iniciativa PAGES, cofinanciada pela União Europeia, além de intervenções de organizações como a Associação Cabelos Brancos e a Companhia Maior, que trarão contributos valiosos para a discussão.

 

A quem se destina?

  • Educadores de adultos e profissionais que trabalham com adultos
  • Organizações e entidades que promovem a inclusão social
  • Qualquer pessoa interessada em intergeracionalidade e no combate ao idadismo

 

Este evento é de livre acesso, mediante inscrição.

PAGES AGENDA

O Quebra Nozes e o Rei dos Camundongos

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O Quebra Nozes e o Rei dos Camundongos

Uma grande produção do TIL – Teatro Infantil de Lisboa, já em cena no Teatro Armando Cortez!

O conto de E.T.A. Hoffmann inspirou Fernando Gomes, autor e encenador, para recriar um belo conto musical. Uma criação multidisciplinar, cenários e figurinos surpreendentes, uma composição musical e coreográfica inspiradora.

Um espetáculo mágico e envolvente em que miúdos e graúdos são transportados para um universo de sonho, onde a imaginação ganha forma e a música revela emoções. Venham fazer parte desta magia que nunca termina!

No Teatro Armando Cortez todos os sábados e domingos, às 15h. De terça a sexta para grupos escolares.
As reservas escolares e de grandes grupos organizados já estão abertas. Faça já a sua marcação através do 91 699 31 80 | info@til-tl.com. 

SINOPSE

Na casa dos jovens Clara e Fritz, a noite de Natal reserva uma aventura encantadora, desencadeada pela chegada do Padrinho de Clara, antigo Mágico e dono de uma Loja de brinquedos. Como presente, Clara recebe um invulgar Quebra-Nozes. Após as 12 badaladas, tudo se transforma e ganha vida para derrotar o temível Rei dos Camundongos e salvar o Reino da Fantasia. Nesta jornada, Clara conhece personagens fantásticas e descobre o verdadeiro espírito da amizade e da entreajuda.

 

EQUIPA

Texto e Encenação: Fernando Gomes; Coreografia e Assistência de encenação: Victor Linhares; Música: Tchaikovsky Quim-Tó; Direção musical: Quim-Tó; Cenografia: Kim Cachopo; Figurinos: Rafaela Mapril; Desenho de Luz: David Cachopo; Caracterização, Cabeças e Cabeleiras: Pessoa Júnior; Consultor Técnico Cenográfico e Adereços: Silveira Cabral; Fotografia: Cristina Cardoso

Interpretação:

David Bernardino, Francisca Pina, Gonçalo Rosales, Henrique Macedo, Kim Cachopo, Miguel Vasques, Patrícia Marques, Paulo Neto, Tânia Cardoso.

 

 

Créditos da foto: Luís Vidigal

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As Minhas Histórias: Ao Domingo, com Isabel Mexia – Nós Nos Outros

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Logotipo página Nós nos outros de Maria Helena da Bernarda

por Maria Helena da Bernarda

Aos domingos com Isabel Mexia 1 post

As Minhas histórias


(publicado a 19 de novembro de 2023)

AS MINHAS HISTÓRIAS… ao domingo, com Maria Isabel Mexia.

Inicio uma série semanal de pequenos textos de Maria Isabel Mexia, uma senhora que dedicou a sua vida profissional ao ensino da música, residente na Casa do Artista e cuja história publiquei nesta página.

A Isabel - assim a trato, simplesmente - tem um enorme talento para a escrita. Não escreve de forma rebuscada, mas transporta para os seus textos uma inteligência criativa, o seu olhar arguto, um educado sentido de humor e a naturalidade elegante que marca a sua imagem e forma de estar.

A Isabel é tia de Pedro Mexia, poeta, cronista, crítico literário, comentador político e consultor cultural do Presidente da República. Não obstante o exercício de tantas atividades, teve o Pedro a disponibilidade e a sensibilidade para reunir os textos da sua tia e publicar um livro de edição de autor, familiar, com o título “As Minhas Histórias”.

Tudo isto é bonito. Não conheço o Pedro, mas se já tinha admiração pela sua presença na cultura portuguesa, passei a admirá-lo ainda mais pela sua disponibilidade em valorizar, de forma tão bonita, os pequenos contos da vida real da sua tia.

A Isabel escreveu, o Pedro editou e eu sinto o impulso - que encaro como privilégio - de fintar a linha editorial desta página, publicando aos domingos, durante algumas semanas, os textos mais curtos desse pequeno mas lindíssimo livro de memórias.

Este primeiro será um dos mais pequenos contos, face ao tamanho desta introdução.

Muito obrigada à Isabel Mexia, ao seu sobrinho Pedro, à Casa do Artista por ser fonte inspiradora, e a vós.

MHB



NEGÓCIO DA CHINA

“Um amigo do meu pai disse-lhe que vendera uma certa propriedade por um preço que o meu pai achou exorbitante. Então o amigo, serrano manhoso, respondeu-lhe: ‘Eu disse ao comprador que ele tinha de me pagar duas coisas: a propriedade e a vontade que eu não tinha de a vender.”

MEXIA, Maria Isabel (2023) - “As Minhas Histórias”

Aos domingos com Isabel Mexia 2 post


(publicado a 26 de novembro de 2023)

NUNCA FIANDO

Quem tinha alguma coisa de seu, no princípio do séc. XIX e no vale do Mondego, pagava uma tença (*) aos bandos de ladrões para não lhes assaltarem as casas. E este contrato dizem que resultava bem.
A minha avó paterna, que era dali, dizia que a avó dela usava esse processo para ter descanso, e contava à neta o seguinte caso: um senhor foi pedir-lhe um favor, um tanto acanhado, e lá disse como pôde, com familiaridade estranha: ‘Olhe comadre, a minha filha vai casar, e casa muito bem. Vai ter melhor estatuto social, e como a comadre calcula, o meu não é grande coisa. Sabe, as pessoas têm a língua comprida. Eu quero fazer uma festa de casamento de acordo com a categoria que ela agora vai ter. Por isso, venho pedir se a comadre me empresta o seu colar de diamantes para ela usar nesse dia’. A comadre fez-lhe a vontade, e tudo correu na paz do Senhor.
O tempo passou. Um mês, dois meses, três… etc. Até que um dia o pai da noiva foi a casa da minha avó e disse-lhe: "Ó comadre, eu estou um tanto envergonhado e peço-lhe desculpa de não ter vindo há mais tempo, mas não imagina o que me aconteceu, a arrelia que eu tive. Quando a noiva saiu da igreja, tropeçou, e com o solavanco o colar partiu-se e os diamantes espalharam-se todos pela calçada, pela terra batida, e até pelas valetas. Não se encontrou nem um. Olhe comadre, digo-lhe que me fartei de trabalhar, meses a fio para reconstituir a jóia, até que finalmente consegui, e aqui lha venho entregar". Ela respondeu, pesarosa: "Ó compadre, não valia a pena incomodar-se, esse colar era o falso’.”

MEXIA, Maria Isabel (2023) - “As Minhas Histórias”

NR: (*) Pensão dada como remuneração de serviços prestados

Aos domingos com Isabel Mexia 3 post

(publicado a 10 de dezembro de 2023)

 

NO COMMENTS I

 

Eu era professora há pouco tempo, e estava a dar aulas no Liceu Rainha Dona Leonor, na Junqueira, no palácio onde nasceu o dramaturgo D. João da Câmara, onde estive muitos anos.
Numa manhã de Julho eu vigiava a prova escrita de Ciências Naturais do 7º ano. Estava sozinha, o que não era costume. Possivelmente não haveria mais ninguém disponível. Nessa época havia muitos alunos. Naquele liceu eram cerca de mil.
A sala desta prova ficava no sótão do palácio, que tinha sido improvisada para o devido efeito. Eu nem conhecia aquele sítio, o que não admira, pois segundo dizia Lampedusa “um palácio só é digno desse nome quando não se conhece todo”.
Como disse anteriormente, estava sozinha, os alunos concentrados a escrever. Cansada de olhar para o tecto “mansardé”, fui até à janela que dava para uma varanda, donde vinha um arzinho fresco. Havia ali vasos com flores e plantas variadas e reparei que estava, meio escondida, uma gaiola com um coelho lá dentro. Estranhei, e pensei que devia ser de alguma funcionária que o tinha ali deixado para depois o levar para casa e servir de pitéu à família. Impressionou-me o ar abatido do coelhinho, que nem era grande. Com o focinho caído, os olhos murchos, metia dó.
Arranquei então umas ervas grandes duns vasos e dei-lhas. O coelho comeu-as com sofreguidão e a pouco e pouco ficou mais animado. Fiquei contente, e achei que já tinha feito a boa obra desse dia. A prova acabou, e saí.
No dia seguinte tive outra vez serviço de exames. Quando terminei, fui ao bufete lanchar, como de costume. Ouvi então algumas pessoas falar sobre um caso que acontecera na véspera, no gabinete de Ciências Naturais, relativo ao material de exame, na prova prática do 7º ano: em Zoologia, era preciso um coelho adormecido, para poder ser analisado, e em vez disso, puseram um coelho viçoso e fresco; em Botânica, as plantas que deveriam ser classificadas, tinham desaparecido.
Eu, que já tinha lanchado, paguei e disse: “Até amanhã”.

 

MEXIA, Maria Isabel (2023) – “As Minhas Histórias”

Aos domingos com Isabel Mexia 4 post

(publicado a 17.12.2023)

 

O BIDÉ

 

Os meus pais cumpriam sempre a prescrição que a medicina dava às crianças: um mês na praia, todos os anos.
Como em casa deles houve meninos toda a vida, eu, que era a filha do meio, apanhei “ar do mar” suficiente até ao fim da minha existência.
A minha mãe ia sempre à Figueira no princípio do Inverno alugar uma casa. Ela era muito despachada e eficiente. Saía da Lousã às sete da manhã, e voltava ao fim da tarde, com a casa contratada. A minha mãe tinha três exigências para o aluguer dessa casa: o preço, o tamanho e o local. Às duas primeiras entendem-se as razões; e a outra é porque teria de ficar perto do mercado. Além de a minha gente comer muito, havia quase sempre mais pessoas à mesa. Por isso a minha mãe tinha de saber se a baixela da casa e os apetrechos de cozinha eram suficientes para confecionar e servir alimentos para comilões como aqueles, graças a Deus. E insistia neste ponto.
Andava a dona da casa a mostrar as instalações sanitárias, e chamou a atenção da minha mãe para um bidé, que a senhora gabou e de que exaltou as qualidades, neste caso a sua utilidade. Era objecto móvel, por isso levava-se para qualquer sítio. A dita senhora, pensando no aspecto prático da vida, disse que as famílias quando eram grandes e faziam arroz de tomate, lavavam o bidé bem lavadinho e serviam lá o arroz.
A Dona Maria Leonor não quis aquela casa.

 

MEXIA, Maria Isabel (2023) – “As Minhas Histórias” 

Aos domingos com Isabel Mexia 5 post

(publicado a 31.12.2023)

 

NO COMMENTS II

 

No princípio dos anos 40, após a viuvez, foi viver para Pereira, onde comprou uma quinta, uma senhora muito especial: a Ti’Ana. Ligada à minha família por afinidade, esteve muito presente nas nossas juventudes, sobretudo na minha. O marido era oficial do exército, Augusto Bettencourt. Este casal não teve filhos.
Depois da morte dele, ela resolveu sair de Lisboa, onde sempre tinha vivido. Era filha de uma ilustre família judaica, e sobrinha de Salomão Saragga, um do “grupo dos cinco”, célebre no século XIX. A cultura estava-lhe no sangue. Não é fácil descrevê-la em poucas palavras (as minhas irmãs, se quiserem, que o façam aos filhos). Eu limitar-me-ei a contar alguns episódios da sua vida, de que me for lembrando.
Uma vez na província, ela, lisboeta de gema, enfronhou-se na vida campesina, sem descurar os seus hábitos culturais que lhe fossem possíveis.
Perfeccionista por natureza, nas suas actividades rurais não fez excepção. Orgulhava-se das galinhas que criava com amor, e que davam uma canja que era digna de um manjar dos deuses. Com os ovos delas faziam-se uns ovos-moles (receita antiga) como não havia outros.
Resolveu ter um porco, e começou por comprar um leitão. Arranjou-lhe um curral especial, não sei lá com quê, que eu nunca o cheguei a ver. O porquinho, a que chamou Totó, crescia a olhos vistos. Mas ela não se conformava de o curral estar sempre tão sujo. Tentou vários processos, mas não resultou. Até que arranjou um tratador que lhe resolveu o problema: o curral estava sempre limpinho. Era um regalo para ela ter êxito nos empreendimentos que encetava.
Numa manhã qualquer, o tratador lá foi à sua tarefa. O Totó, assim que viu o homem nos preparativos para o tratamento habitual, o clister, e empunhando o irrigador e a cânula, revirou os olhos, flectiram-se-lhe as pernas e caiu. Foi-se.

 

MEXIA, Maria Isabel (2023) – “As Minhas Histórias” 

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Amigos da Treta

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Ensaio Solidário

AMIGOS DA TRETA - ENSAIO SOLIDÁRIO

28 de agosto | 21h | Teatro Villaret

Um espetáculo produzido pela Força de Produção, cuja receita reverte a favor da nossa Causa! 

 

O projeto “Conversa da Treta” nasceu em 1997 e tornou-se um fenómeno. Dos palcos passou para a rádio, para a televisão, para o cinema, para livro sempre com um enorme sucesso. Foi um dos dois espetáculos que mais Coliseus fez em Portugal. Com as partida do nosso querido António Feio a Treta continuou viva e o Zézé, personagem icónico criado por José Pedro Gomes, voltou em 2016 com “Filho da Treta” em dupla com António Machado e em 2019 com o “Casal da Treta” com a incrível Ana Bola. O sucesso tem vindo a acompanhar as várias Tretas ao longo dos anos e em 2024 na Era digital e com a força das redes sociais, chega uma nova vida a este universo – Influencer da Treta – em dupla com Aldo Lima.

 

CHEGA AGORA “AMIGOS DA TRETA”!

 

Os influencers, os gurus do coaching e do lifestyle, a inteligência artificial e a estupidez natural – as novas tretas que se juntam à treta de sempre, e fazem crescer este mundo da treta onde cada vez mais se fala… treta. Jóni, amigo de Zézé que se ausentou para fazer o Erasmus numa terra distante – aventura que o obrigou a fazer a maior viagem da sua vida e até a ter de atravessar a ponte sobre o Tejo para nunca mais ser visto – regressa agora ao bairro vindo das entranhas da terra. Literalmente. Até porque, mal chega, cai no buraco das obras de expansão do metropolitano e faz uma rotura parcial do ligamento cruzado do cigarro electrónico. Jóni, auto-proclamado guru da espiritualidade hashtag-deus-no-comando, e das medicinas à base de batidos com raspas de kombucha, é recebido por um emocionado Zezé, que nunca esqueceu o amigo… exceptuando o nome, a cara, a voz, o penteado e o local propriamente dito onde ele morava. Vão agora pôr a conversa em dia, recordar o passado que ambos concordam ser uma espécie de futuro que ficou pelo caminho, comentar o presente que os dois entendem ser um passado que está a acontecer naquele preciso momento, e prever o futuro, que mais não é que um passado que teima em ser presente mas chega sempre atrasado porque tem a mania.

De Filipe Homem Fonseca, Mário Botequilha e Rui Cardoso Martins 
Com José Pedro Gomes e Aldo Lima

 

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NIF Apoiarte – Casa do Artista

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