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José Manuel Fonseca (Nós Nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

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José Manuel Fonseca


(publicado a 17 de setembro de 2023)

FASCINAÇÃO
“Vim para a Casa do Artista em 2015, com a minha mulher. Vim por ela, como iria com ela para onde fosse.

Estivemos 53 anos juntos. Só a sua morte, há 4 anos, nos separou fisicamente. Mas ela não saiu de mim. Continuo a sentir-me casado, razão pela qual nunca tirei as alianças.

Fui seu cuidador na doença prolongada - Demência de Corpos de Lewy, uma combinação de Alzheimer e Parkinson - e seu marido em qualquer circunstância. Só não lhe dava o banho, por falta de conhecimento, mas dava-lhe comida na boca, pintava-a, passeava-a na cadeira de rodas…

Sempre senti por ela um amor imenso; imenso, até nos seus últimos dias, já em estado vegetativo. Ela merecia todo o meu amor, pois foi sempre uma excelente companheira, uma mãe extremosa e uma avó impressionante. Temos dois filhos e dois netos.

Ambos adorávamos música e leitura. Éramos cúmplices em tudo na vida, desde os gostos às tarefas domésticas. A sua demência progressiva começou dois anos antes de virmos para aqui. Um dia partiu a casa toda. Não me zanguei com ela, como poderia eu zangar-me com uma doente?

Ainda aguentei o que pude, até reconhecer que o melhor para ambos era virmos juntos - sempre juntos - para a Casa do Artista. A partir de certa altura ela já não reconhecia ninguém, senão a mim. Quando sofria de dores durante o banho, sempre chamava o meu nome, o único que ela conseguiu dizer até ao fim: 'Zé'. Foi um amor para a vida. Nunca admiti substituí-la, nem pouco mais ou menos.

Nos seus últimos dias, foi para uma clínica, para morrer. Aí eu não podia ficar de noite mas passava lá as tardes, falando-lhe, dando-lhe festinhas, tranquilizando-a. Instalei duas colunas no quarto e punha a tocar as músicas de que ela mais gostava. Adorava ‘Fascinação’, da Elis Regina. Estava ao seu lado quando morreu, o que, de certa forma, me ajudou. Já estava preparado para a deixar ir.

Não sou assim por compromisso religioso ou moral. A dedicação que mantenho por ela é espontânea, não uma obrigação. Não faço nada por obrigação, mas por instinto. Não confundo valores com dogmas. Eu sou de valores, dos que vêm de dentro para fora.

Já não deixei a Casa do Artista. Com 82 anos, não podia estar num lugar melhor.”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Anita Guerreiro (Nós Nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

Anita Guerreiro 1

Anita Guerreiro


(publicado a 16 de setembro de 2023)

CHEIRA A LISBOA
“A Casa do Artista é hoje a minha casa e o fado sempre foi a minha alma…

Batizaram-me de Bebiana Guerreiro Rocha, mas esse não é nome artístico. Aproveitaram o Guerreiro, para dar luta, e juntaram-lhe Anita, mais carinhoso. Até aos meus 12 anos, éramos cinco lá em casa: os meus pais e as três filhas. Nessa altura passámos a quatro, porque a nossa mãe faleceu de febre tifoide. Nunca tive desgosto maior. Ela era muito querida; estava sempre a fazer bem a toda a gente. Comecei a cantar na escola primária o hino nacional, que era obrigatório. A minha voz distinguia-se e puseram-me logo como primeira figura. Pelos 14 anos, já cantava na coletividade Sport Clube Do Intendente. Entrei lá numa revistinha e já não me largaram.

Fiz muita revista, cantei e lancei muitos fados originais, mas talvez o mais conhecido é o ‘Cheira Bem, Cheira a Lisboa’, com letra do César de Oliveira. Também fui Madrinha de muitas marchas populares de Lisboa, entre elas a ‘Marcha dos Mercados’. Fiz teatro, cinema, televisão e muita avenida abaixo nos Santos Populares. Abri ainda um restaurante e casa de fados, a casa típica Adega da Anita, à entrada do Parque Mayer Em tudo fui feliz, porque me entreguei com toda a minha alma. Ainda gosto muito de cantar. A voz pode não ser a mesma, mas a alma é.

Tive um primeiro casamento demasiado cedo, que não me deu filhos. Casei pela segunda vez com o Pepe Cardinali, cantor e ilusionista do Circo Cardinali, com quem tive dois filhos e me fez muito feliz. Nunca foi ciumento, nem eu nunca lhe dei razões para isso. Além disso, ele vinha do mundo do espetáculo, que compreendia bem. Gostava de me ver atuar, mesmo muito doente.

Ele adoeceu de Alzheimer e uma parte de mim adoeceu como ele. Quando o perdi, ficaram muitas saudades e a certeza de que nunca iria dar espaço a mais ninguém. Dizem que sou generosa e que não trato mal ninguém, mas também dizem que sou um bocadinho teimosa e disso eu tenho a certeza que sim. Mas há muitas outras coisas de que já não tenho certeza. É que a memória já me vai falhando, o que até convém dizer a quem nos pergunta a idade!” (risos)

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Maria Isabel Mexia (Nós nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

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Maria Isabel Mexia


(publicado a 14 de setembro de 2023)

1|2 UMA COISA E O SEU CONTRÁRIO - O amor
“Completei 90 anos na Casa do Artista, onde vivo há 6 anos, bem acompanhada. Mas mantenho proximidade com os meus sobrinhos, a quem fui sempre muito ligada. Nunca casei. Tive uma vida linear, dentro dos carris da minha geração. Fui professora de piano durante toda a minha atividade profissional.

Ter seguido por linhas direitas não significa que não tivesse as minhas contradições, tão próprias da natureza humana. Não casei mas vivi um amor de 6 anos. O amor é mais delicado e exigente do que a paixão e tive a sorte de perceber esse sentimento. Teria sido expectável ter casado. Não aconteceu porque percebemos que o casamento não resultaria. Havia incompatibilidades que nos afastavam e que envolviam familiares mais conservadores. Mas não lamento esse tempo, porque enquanto durou, fui feliz. E eu não vivo só em função de um propósito, vivo em função da verdade.

Depois… não aconteceu encontrar alguém que me interessasse muito. Não me venham falar em amor único. Eu não estava fechada, mas fui sempre muito independente e nunca procurei nada nos homens.

No meu tempo, o homem estava habituado a ser adulado e eu nunca tive jeito para me submeter a esse papel.

Devo essa postura à minha avó paterna - a avó Alice - com quem vivi muitos anos em Coimbra, cidade onde estudei, dado os meus pais viverem na Lousã. Se não fosse ela, talvez eu tivesse casado muito cedo com um rapaz de quem não gostava e me fazia a corte na minha tenra adolescência. A minha família gostava dele - já cursava Engenharia - mas essa minha avó compreendia-me. Um dia disse-me: ‘Filha, não és feliz. Ele não é homem para ti!’. Ela própria tinha sentido na pele o peso do preconceito. Casou com o meu avô aos 18 anos, quando a paixão dela foi outro rapaz. Mas a sua mãe disse-lhe que preferia vê-la morta a vê-la casada com o homem de quem gostava. E naquele tempo não era fácil contrariar a família.

A minha avó nunca deve ter sido feliz, porque tinha uma personalidade muito à frente do seu tempo, mas uma vida formatada pela tradição.

Devo-lhe a ela a minha independência. Se não fosse ela, teria casado com o primeiro pretendente e não teria conhecido o amor.”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

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(publicado a 15 de setembro de 2023)

2|2 UMA COISA E O SEU CONTRÁRIO - Deus está para todos
“Fui uma de seis filhos. Fiz o liceu e depois o curso superior de Piano e Composição. Revejo-me na composição musical clássica. Gosto daquela certeza. Gosto da vida regrada, da rotina, do compasso, do som do metrónomo. Gosto da vida sempre igual, dá-me segurança. Daí não me ser fácil adaptar a outros andamentos. É certo que à rotina dos dias tem de se juntar sensibilidade e luminosidade, senão seríamos máquinas vivas.

Às vezes penso que fui sempre uma coisa e o seu contrário, ao ponto de cair na contradição: sou simples e complicada, mas mais complicada do que simples! (risos)

Gostaria talvez de ser mais elástica. Tenho tendência para a preguiça, o que gera um certo desleixo. Forço-me a impor alguma ordem à minha volta. Mas creio que tive sempre a faculdade de comunicar, de evitar o conflito e de gostar das coisas bonitas.

A idade trouxe-me mais tolerância, até para aceitar o que não compreendo totalmente. Por exemplo, tenho dificuldade em compreender a homossexualidade, mas respeito e aceito. Então se as pessoas gostam, quem sou eu para dizer que não é bom? (risos)

A Casa do Artista tem seis pianos mas já não toco. Como estou destreinada e sou exigente comigo, prefiro escrever, que é uma atividade solitária e de que ainda sou capaz. Vou fazendo os meus escritos sobre episódios que vivi ou assisti. O meu sobrinho Pedro lembrou-se de os reunir e editar em livro.

Sou católica, profundamente crente mas não fanática. Rezo todos os dias e acredito que Cristo ultrapassou tudo o que a Musa antiga canta, como dizia Camões. Cristo, no seu tempo, tentou que todos fossem filhos de Deus, desde os poderosos aos escravos. Deus está para todos.

Como rezo por todos, rezo por mim também. Remeto para as minhas orações o que me pode perturbar, nunca para um psicólogo. Rezo para não cair e fracturar um osso. Rezo para não precisar dos outros. Outro dia até pensei que se rezo a Deus e aos Arcanjos para que não me aconteça nada de mal, então nunca mais morro! (risos)

Não desejo a vida eterna mas quando morrer, que morra em paz! Até lá, vivo o melhor de que sou capaz!”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

2ª Edição Festival Curtas na Casa

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AVALIAÇÃO DAS CANDIDATURAS

Festival Curtas na Casa

As candidaturas submetidas até dia 31 de março de 2024 das curtas-metragens com duração mínima de 1 minuto e máxima de 20 minutos, de alunos do ensino primário ao universitário, encontram-se sob avaliação e análise.

Somente as inscrições com ficha de inscrição preenchida (disponível AQUI!), enviadas para o email casadoartista@casadoartista.net serão contabilizadas.

Os trabalhos rececionados, que se enquadrem no âmbito do Festival, serão avaliados pelo júri e exibidos na Casa do Artista em maio de 2024.

A INSCRIÇÃO É GRATUITA!

Jurados

Atividades com os Residentes

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bloco site residentes com ricardo madeira

...em constante atualização...

Ida à Praia!

É Verão!

 

E com ele chega também outros tipos de animação. 

A oportunidade de estar em contacto com a areia, sentir a brisa do mar, olhar para o horizonte e ouvir as ondas do mar a rebentar, são momentos tão únicos e prazerosos que nos fazem viajar no tempo, que nos transportam para outras dimensões. Este dia foi marcante para alguns dos nossos residentes acompanhados pelo animador sociocultural Ricardo Madeira, pela nossa voluntária Helena Cordeiro e, ainda pelo nosso motorista João. 

Clube de Histórias com a atriz Margarida Adrião

Durante o decorrer dos ensaios para um musical que aconteceram nas Galerias Raul Solnado da Casa do Artista, a jovem atriz Margarida Adrião teve uma excelente ideia: a ideia de fazer perpetuar as memórias dos residentes da Residência Sénior da Casa do Artista.

 

E assim foi, depois de estrear o projeto para o qual estava a ensaiar, depois de estruturar e planificar a sua ideia, criou um clube de Histórias dentro da Residência, onde juntamente com os nossos residentes, fazem viagens no tempo e partilham as suas maiores alegrias, maiores tristezas, como, também, as suas maiores conquistas!

Terapia Assistida por Animais

KIKI E NALA TÊM ANIMADO A CASA DO ARTISTA

 

Depois do projeto piloto da Terapia Assistida por Animais, que decorreu ao de 10 meses, continuam, quinzenalmente, a ser levadas a cabo intervenções junto de um grupo de residentes da Casa do Artista.

“Com uma intervenção inicialmente prevista para um grupo de 10, o sucesso da iniciativa tem ditado o progressivo aumento do número de participantes. Em cada sessão são analisadas que dimensões ou domínios podem ser desenvolvidos como consequência direta desta medida terapêutica, nomeadamente as suas capacidades cognitivas, funcionais, sociais e de mobilidade”.

Visita ao Museu Nacional do Teatro e da Dança

Depois de ter percorrido 10 concelhos do país desde março de 2023, a exposição Quem és tu? – Um teatro nacional a olhar para o país chega ao Museu Nacional do Teatro e da Dança, em Lisboa, e estará patente até 29 de dezembro, para revelar objetos nunca antes expostos, que sublinham a relação entre o Teatro Nacional D. Maria II e o país.

A exposição Quem és tu? – Um teatro nacional a olhar para o país, com curadoria de Tiago Bartolomeu Costa, chega a Lisboa, depois de mais de um ano de viagem pelo país, no âmbito do projeto Odisseia Nacional, do Teatro Nacional D. Maria II. 

No dia 20/7 o curador da exposição organizou uma conversa com Filipe La Féria no âmbito da exposição e a Dra. Ana Ascensão convidou a Direção, Residentes e funcionários a estar presente nessa ocasião.

OBRIGADO PELO CONVITE

Tarde Dançante na Residência da Casa do Artista

Concerto Gerardo Rodrigues na Sala Beatriz Costa e no Teatro Armando Cortez

O talentosíssimo Gerardo Rodrigues, músico e amigo da APOIARTE – Casa do Artista, mais uma vez brindou-nos com dois concertos num só dia: o primeiro, privado para os residentes da Casa do Artista, e o segundo, aberto ao público no Teatro Armando Cortez. Fique a conhecer um pouco mais ao clicar no botão a baixo.

Comemoração do dia Mundial da Poesia

Foi no dia 21 de março que os nossos residentes passaram um dia diferente na Residência da APOIARTE – Casa do Artista para comemorar o Dia Mundial da Poesia. Com as leituras irrepreensíveis do nosso estimado residente Carlos Paulo, de Hugo Franco, de Luciana Ribeiro e de Rogério Vale) os residentes da Casa do Artista experienciaram uma tarde magnifica na nossa Sala Beatriz Costa. 

 

A atriz Manuela Maria quis celebrar este dia ao dizer-nos o poema “Ator” que mais tarde voltou a dizê-lo no Dia Mundial do Teatro. Assista ao Vídeo no botão em baixo!

Visita ao Museu de Lisboa

O animador sociocultural da APOIARTE – Casa do Artista, Ricardo Madeira, organizou uma visita ao Museu de Lisboa.

Os Residentes da Casa do Artista tiveram a oportunidade de visitar o Museu de Lisboa onde está a Exposição “Lisboa Frágil” com fotografias de Luís Pavão. 

Aqui queremos deixar o nosso profundo agradecimento ao Museu de Lisboa por proporcionar momentos de partilha, de conhecimento, de cultura e de convívio aos nossos estimados residentes. 

Confira nas imagens abaixo os melhores momentos desta tarde muito bem passada! 

 

Agradecimentos: Museu de Lisboa & Ricardo Madeira

Dia Internacional da Mulher

Foi no dia 8 de março que os nossos residentes passaram um dia diferente na Residência da APOIARTE – Casa do Artista. Pela manhã contámos com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Martins de Sousa, e o seu executivo, que gentilmente entregou flores às nossas Residentes e Colaboradoras. 

No período da tarde, aconteceu um convívio agradável com convidados onde se honrou e dignificou as mulheres, num dia dedicado a elas.

 

𝐎𝐁𝐑𝐈𝐆𝐀𝐃𝐀 a todos os convidados:
Maria João Gama 
Pra. Dra. Maria José Nuncio 
ARPICantares /ARPIC
Cristiana Águas 
(Acompanhada por “Guitarras do Crácio” composto por Eduardo Birin e Nelson Aleixo)
Jaqueline Carvalho 
(acompanhada pelo Mestre Luís Ribeiro e Ginestal)

𝐎𝐁𝐑𝐈𝐆𝐀𝐃𝐀 pelo apoio extraordinário:
Pedro Miranda
Ana Velho do Vale
Lions Club de Lisboa – Club Mater de Portugal (Presidido por Ana Velho do Vale)
Dra. Joana Figueiredo
Ricardo Madeira

Tarde Animada com Grupo de Concertinas da Casa do Concelho de Castro Daire

Dos muitos convidados que se fazem chegar às nossas instituições de forma totalmente generosa e solidária, contámos com uma tarde bastante animada com o Grupo de Concertinas da Casa do Concelho de Castro Daire.

Deixamos um especial agradecimento à sua Direção nas pessoas de Luís Esteves e e Diva Pinto e, também, a Adelaide Ferreira, responsável pelo grupo.

 

Muito Obrigada <3

Filhos de 74

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Filhos de 74

EXPOSIÇÃO "Filhos de 74" curadoria de frederico corado

Nos seus 25 anos, e nos 50 anos do 25 de Abril, a Casa do Artista convidou um grupo de Artistas nascidos em 1974 (que teriam, portanto, 25 anos quando a Casa do Artista foi inaugurada) a escolher uma peça que fosse significativa no seu percurso artístico. Artistas que vão desde actores, músicos, realizadores, escritores, nomes que passam por José Luís Peixoto, Rui Unas, NBC, Carla Maciel, Ménito Ramos, Marta Pessoa, Jorge Mourato, Marco Horácio, Cristina Troufa, D. H. Machado, José Mateus, Madalena Matoso, Nuno Costa Santos, Rita Magalhães, Rui Melo, etc. Um encontro de artistas nos 50 anos de Abril, celebrando a revolução dos cravos e os 25 anos da casa de todos os artistas. (Curadoria de Frederico Corado)

De segunda a Sábado das 10h00 às 18h00

Para mais informações contactar pedro.miranda@casadoartista.net

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Campanha IRS 2024

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Campanha Consignação IRS 2024

APOIARTE - Casa do Artista

Ana Rocha, Cláudia Pascoal, Fernando Mendes, FF, João Baião e José Carlos Malato juntos com Anita Guerreiro, António Évora, José Manuel Fonseca, Lily Neves, Maria Valejo e Simone de Oliveira, juntam-se num abraço intergeracional por uma causa acarinhada por tantos portugueses.

No ano em que se comemoram os 25 anos da Instituição Particular de Solidariedade Social, APOIARTE – Casa do Artista, desafiámos algumas entidades e personalidades conhecidas do grande público a fazerem parte desta campanha que se tem mostrado muito importante para esta instituição. 

Ao Consignar 0,5% do seu IRS referente ao ano de 2023, além de ter um Custo Zero para si, está a apoiar a Missão, os Valores e a Visão da APOIARTE – Casa do Artista em relação aos diferentes desafios que diariamente esta instituição enfrenta!

Somos uma instituição que apoia e dignifica os Artistas e toda a Comunidade Artística em Portugal. Consignar 0,5% do seu IRS à APOIARTE – Casa do Artista é motivar o desenvolvimento da inovação, do respeito, da consideração e do amor que se tem, e que se deve ter, pelo próximo. 

Não está a par de quem realmente somos? CLIQUE AQUI!

Pretende entender um pouco mais sobre a Consignação do IRS? CLIQUE AQUI!

Pretende ajudar de outra forma esta instituição? CLIQUE AQUI!

MAKING OFF | CAMPANHA IRS 2024

FICHA TÉCNICA da Campanha IRS 2024

Artistas Convidados

Residentes Casa do Artista:
Anita Guerreiro
António Évora
José Fonseca
Lily Neves
Maria Valejo
Simone de Oliveira

Artistas Convidados:
Ana Rocha
Cláudia Pascoal
Fernando Mendes
FF
João Baião
José Carlos Malato

Pequenos Artistas:
Amália de Sousa Rocha Matias Mendonça
Beatriz Carrera
Emília Maria da Cunha Abrunhosa
Eva Carvalho Lemos
Rita Carrera
Valentina Maria Alves dos Santos

Equipa Técnica (Captação de Imagens & Edição do vídeo Campanha):

Concept Media

Making Off (Captação de Imagens & Edição Vídeo):

Cláudio Martins

Conceito Criativo:

Ana Sécio, Frederico Corado, Jonas Cardoso, Paulo Dias

Produção, Comunicação & Marketing:

Ana Sécio e Jonas Cardoso

Realização:

Frederico Corado

Voz Off:

José Raposo

Cabelo & Maquilhagem:

Carlos Feio e Tatiana Cruz

Colaboração:

Celeste Passarinho, Joana Figueiredo, Mónica Vaz, Paula Trindade, Pedro Miranda, Quim Tó, Ricardo Madeira, Tiago Santos

Direção APOIARTE – Casa do Artista:

José Raposo (Presidente), Conceição Carvalho, Frederico Corado, Paulo Dias, Sofia Grillo

Parceiros Institucionais:

República Portuguesa
Camara Municipal de Lisboa
Junta Freguesia de Carnide
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Apoios e Agradecimentos:

Miguel Osório
Concept Media
Altice
Sapo
Delta Cafés (Grupo Nabeiro)
Ucal
Santal
Fundação do Futebol – Liga Portugal
Quinta do Gradil
Tyrrells

APOIARTE LOGOS atualizado e1712619125327

Consignar 0,5% do IRS – Como e porquê?

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Consignação do IRS e do IVA: como ser solidário com o seu imposto

Sabe que pode ajudar quem mais precisa com o seu IRS? Neste artigo, o Montepio explica tudo sobre a consignação do IRS e a consignação do IVA e quais as diferenças entre elas.

Voluntariado

Tratar do IRS é uma obrigação fiscal, mas também uma forma de ajudar. Como? A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) permite, desde 2001, que os contribuintes utilizem o seu imposto para apoiar entidades de cariz social, ambiental ou cultural, através da consignação do IRS e/ou da consignação do IVA. As entidades elegíveis para receber as referidas consignações constam de uma lista elaborada, anualmente, pela AT.

Como funcionam a consignação do IRS e a consignação do IVA?

 

Consignação do IRS
A consignação do IRS permite-lhe encaminhar uma parte do imposto a favor do Estado para uma entidade. E sem qualquer custo: não recebe menos reembolso nem paga mais imposto adicional, consoante o caso.

Através da consignação do IRS, pode atribuir a uma entidade 0,5% do IRS liquidado (imposto que cabe ao Estado depois de descontadas as deduções à coleta). Assim, em vez de o seu IRS ficar todo nas mãos do Estado, uma parte é canalizada pelo próprio Estado para a causa que escolher apoiar.

Caso prático
Imagine que, relativamente ao seu IRS de 2023, a entregar em 2024, o seu IRS liquidado é de 15 000 euros e tem direito a um reembolso de 2 000 euros. Se decidir consignar 0,5% do seu IRS liquidado a uma entidade, esta receberá 75 euros (15 000 euros x 0,5%). Já o Estado arrecadará a diferença entre o IRS liquidado (15 000 euros) e a consignação de 0,5% do IRS (75 euros), ficando apenas com 14 925 euros (15 000 euros – 75 euros). Caso opte por não consignar 0,5% do seu IRS liquidado, o Estado ficará a ganhar. Ou seja, receberá a totalidade do seu IRS liquidado (15 000 euros). Em qualquer dos cenários, o seu reembolso não é afetado. Receberá, assim, 2 000 euros.

Consignação do IVA
Além de encaminhar 0,5% do seu IRS liquidado para uma entidade à sua escolha, pode oferecer, à mesma organização, o valor da sua dedução do IVA suportado pela exigência de fatura. Trata-se de uma dedução que permite recuperar 15% do IVA pago em faturas de oficinas de automóveis e motociclos, restaurantes, alojamentos, salões de estética, veterinários e ginásios. Além disso, através desta dedução, é possível também abater ao IRS 100% do IVA pago em faturas de passes sociais.

Mas tome atenção. Ao contrário da consignação do IRS, a consignação do IVA implica um custo. Porque, nesse caso, deixa de poder deduzir aquele valor ao seu IRS, o que se traduz no recebimento de menos reembolso ou na entrega de mais imposto adicional. O desconto no imposto que lhe cabia, por via da dedução do IVA suportado pela exigência de fatura, é entregue à organização escolhida por si.

Caso prático
Suponha que, no cálculo do IRS de 2023, é apurado um IRS liquidado no valor de 10 000 euros e um reembolso de 1 000 euros. Recorde-se que o IRS liquidado é o valor do imposto a pagar depois de descontadas todas as deduções à coleta. Caso opte por consignar a dedução do IVA por exigência de fatura, digamos de 250 euros (o valor máximo por contribuinte), deixa de poder beneficiar dela. Desta forma, o seu IRS liquidado passa a ser de 10 250 euros e o seu reembolso de 750 euros. Ou seja, vai pagar mais 250 euros de IRS e receber menos esse valor de reembolso.

Como escolher uma organização?

APOIARTE – Casa do Artista

Pode optar por consignar o IRS e/ou o IVA à associação onde exerce voluntariado, a uma associação mutualista ou a uma organização de direitos humanos, por exemplo. A escolha fica ao seu critério. Desde que seja uma organização autorizada pela AT para esse fim.

A APOIARTE – Casa do Artista encontra-se entre as instituições que pode ajudar. Se optar por beneficiar esta entidade, estará a apoiar um projeto que honra e dignifica a Comunidade Artística em Portugal. Este tipo de apoio revela-se extremamente importante para que a Residência Sénior da Casa do Artista possa continuar a dar Casa a Artistas que tanto fizeram e deram de si à Cultura e às Artes em Portugal. Além do mais, ajuda a manter de pé o Centro de Formação, a Galeria Raul Solnado e, ainda, o Teatro Armando Cortez. 

Quando e como consignar o IRS e o IVA?

 

Desde 2019, a consignação do IRS e do IVA pode ser efetuada em dois momentos:

  • Até 31 de março, antes da época de entrega do IRS;
  • Entre 1 de abril e 30 de junho, durante o período declarativo.

Até 31 de março
A escolha da entidade pretendida é realizada no Portal das Finanças, em “Comunicar entidade a consignar IRS/IVA”. Para proceder à indicação dos dados da entidade à qual pretende consignar o IRS e/ou o IVA, clique no botão de “Pesquisa” junto ao campo do NIF e selecione a que pretende dentro da lista de entidades elegíveis. Por fim, pressione em “Submeter”. Veja como consignar o IRS e o IVA no Portal das Finanças, passo a passo através deste Artigo do Montepio. 

De 1 de abril a 30 de junho
A seleção da entidade pode ser efetuada no IRS Automático ou na declaração de rendimentos (Modelo 3). Em qualquer dos casos é necessário indicar:

  • Tipo de entidade que pretende apoiar. Existem quatro opções: IPSS, instituições religiosas, pessoas coletivas de utilidade pública (incluindo com fins ambientais) e instituições culturais;
  • NIF da entidade;
  • O tipo de consignação: “IRS” ou “IVA” ou as duas.

IRS Automático
No IRS Automático, a consignação é efetuada na área “Pré liquidação”.

consignacao automatico

Modelo 3


Na declaração de rendimentos Modelo 3, a consignação realiza-se no quadro 11 da folha de rosto.

Consignacao IRS 1

Não se esqueça…

Na entrega do IRS de 2023, em 2024, seja solidário. Consigne, pelo menos, 0,5% do seu IRS. Não lhe custa nada. E com esse ato pode fazer a diferença na vida de quem mais precisa.

 

NIF APOIARTE – Casa do Artista: 501 705 163

7ªEdição – Uma Imagem Solidária

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Uma Imagem Solidaria

A 7ª Edição de “Uma Imagem Solidária” conseguiu um total de 3.300€ em doações!

 

OBRIGADA!

Um especial obrigado a todos os que estiveram presentes no evento, ao Dr. Francisco Pinto Balsemão, à DELL, à LUSA, à VISA PRESS e, ainda, ao fotojornalista, António Cotrim pelo convite. 

7ª EDIÇÃO - UMA IMAGEM SOLIDÁRIA

Este ano, a 7ª Edição de “Uma Imagem Solidária”, escolheu a APOIARTE – Casa do Artista como a associação a ser apoiada ao mesmo tempo que se promovem artistas na área da fotografia.

 

 

Criada em 2017 pelo fotojornalista da agência Lusa António Cotrim, a iniciativa Uma Imagem Solidária une fotojornalistas e fotógrafos portugueses, profissionais e amadores, na solidariedade. A participação é feita todos os anos em forma de imagem/fotografia (30 x 40), que posteriormente poderá ser adquirida pelo público, em troca de um donativo mínimo de 20€, que reverte, NA TOTALIDADE, para a causa escolhida para apoiar em cada edição. A exposição tem sido realizada na Fundação Portuguesa das Comunicações e a iniciativa tem contado com inúmeros apoios, entre os quais se destaca o Alto Patrocínio da Presidência da República.

O objetivo passa por cumprir uma missão solidária ao mesmo tempo que se promove a arte da Fotografia, se dignifica o trabalho dos fotógrafos, e se divulga as associações, organizações e movimentos cívicos que Uma Imagem Solidária escolhe apoiar.

 

Conheça as diferentes fotografias que foram doadas para esta causa. Se tiver intenções de adquirir oficialmente alguma, contacte-nos Aqui!

Uma Fotografia = Um Donativo.

Uma imagem solidária

Pedro Miranda (Nós nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

Pedro Miranda 1

Pedro Miranda


(publicado a 8 de agosto de 2023)

A SEDUÇÃO DO DESCANSO
“Sou licenciado em Biologia e trabalhei 5 anos como biólogo, mas tive sempre um gosto especial por decoração.

Um amigo cenógrafo, sabendo do meu gosto, desafiou-me para o ajudar na produção de uma nova novela do Nicolau. Eu tinha pouco a perder, pois ainda trabalhava a recibos verdes, pelo que aceitei. Novela atrás de novela continuei, sempre adorando o que fazia. Em pouco tempo passei a Assistente de Realização e, mais tarde, a Produtor.

Trabalhei muitos anos com o Nico, o que foi sempre um prazer. Com ele estive na Atlântida, depois na Edipim,…, segui-o por onde ele me quis levar, até me contratar numa base fixa quando criou a NBP. Ele era um excelente criativo mas não um financeiro. O Nicolau foi o pai das novelas portuguesas, mas tirou um peso de cima quando vendeu a sua parte na NBP, entretanto designada de Plural após ser adquirida pela Media Capital.

Desliguei-me desta produtora há dois anos, ao fim de 28 de colaboração. Embora estivéssemos em pandemia, havia muito trabalho. Nunca parámos de fazer novelas, com uma logística mais exigente, desde desinfeção a cumprimento de distâncias. Quando havia cenas de beijos, por exemplo, os actores tinham de ser testados dois dias antes.

Com a minha saída percebi que, para eles, tinha chegado o fim do meu prazo de validade, ainda que eu me sentisse competente. Aceitei essa divergência com naturalidade.

Aproveitei a minha disponibilidade para fazer voluntariado na Casa do Artista. Entrei em Novembro de 2021 e, na verdade, não tenho parado de desenvolver projectos. Neste momento estou a produzir um livro de retratos de 100 artistas portugueses, como nunca ninguém os viu.

Este surpreendente projecto, que não deixará ninguém indiferente, envolve a Casa do Artista, a Altice, a SPA e o seu autor e visionário, o Mestre António Homem Cardoso.

Tenho muito gosto em continuar aqui como voluntário até me reformar, o que acontecerá em Março do próximo ano. Haverá então um virar de página. Espero voltar a viajar, talvez mudar de casa e… descansar.

Sempre fui tão activo, que estranho esta sedução do descanso. Será sinal de velhice?" (risos)

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Pedro Miranda 2


(publicado a 9 de agosto de 2023)

MARESIA
“Sou filho de uma bonita história de amor e vivo uma bonita história de amor…

A minha mãe residia com a família em Angola. Numa viagem de navio a Portugal, conheceu o meu pai a bordo, pois ele era, na altura, o segundo piloto. O seu romance foi-se desenvolvendo em viagens de longa distância - uma delas a Moçambique - até casarem, dois anos depois. Sempre adoraram viajar.

Eu sou o mais velho de três filhos. Nasci em Angola, tendo vindo de lá com um ano. Fomos depois viver para Moçambique - sempre as longas viagens de barco marcando as nossas férias - mas a partir da idade escolar fixámo-nos em Portugal.

Quando o meu pai partia por 4 meses, umas vezes a minha mãe ficava; outras acompanhava-o, deixando-nos com os nossos avós. Lembro-me que numa dessas vezes fomos todos; foi muito bom. A profissão do meu pai salpicou as nossas memórias de maresia.

Os meus pais tiveram um casamento feliz de mais de 60 anos, só interrompido pelo falecimento dele em 2014, com 89 anos. Eu vivo com o meu marido há 36 anos. Além disso trabalhámos 19 anos juntos, pelo que nos conhecemos muito bem. Casámos discretamente quando fizemos 25 anos de convivência, sem testemunhas - não quisemos festa - e sem a mínima dúvida do passo que dávamos.

Cheguei a ter namoradas e estive quase para casar, mas eu sentia que não devia ir por aí. Quando tive a primeira experiência homossexual, tive a certeza.

Nunca precisei de dizer nada a ninguém. Os meus pais e até a minha avó perceberam, sem me fazerem perguntas. Conheceram o Ivan, o meu marido, sem qualquer reserva.

Hoje a minha mãe está com 90 a nos e preocupa-me que ainda viva sozinha. No entanto, sempre foi muito independente, tanto que há uns 6 anos foi saltar de pára-quedas com a minha irmã. Insiste em manter a sua independência mas todos os filhos estão preocupados.

Se eu faço por ser um bom filho, o Ivan tem sido um genro extraordinário. De tal forma que ele mesmo sugeriu voltarmos a fazer um segundo cruzeiro os três, para lhe trazermos de volta a maresia. Fizemos o primeiro, um ano após o falecimento do meu pai. Agora, aos seus 90 anos, ela merece passar períodos felizes. Na sua idade, cada período feliz vale uma nova vida.”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

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