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A Lanchonete do Twist

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A LANCHONETE DO TWIST

Graça encontra-se numa situação complicada após prometer levar Ziggy Springer, um “primo afastado” e estrela de rock, ao baile do Twist na lanchonete daLuísa. O desafio surge quando as agentes de Ziggy recusam a sua apresentação sem pagamento, forçando Graça e seus amigos a procurarem um sósia às pressas. A tarefa é ainda mais difícil com Didi Mendonça, a rival snob de Graça, à espera de um deslize seu. Luísa enfrenta seus próprios problemas, com o proprietário querendo proibir o baile e mudar o destino da lanchonete para algo mais rentável. Paralelamente, o irmão de Graça vive atormentado após danificar uma Harley de Salazar, um indivíduo perigoso.
Este musical nos transporta ao espírito rebelde dos anos 50, marcado por jovens indomáveis, o nascimento do rock & roll e toda uma liberdade conquistada no pós-guerra, repleto de esperança. É mais uma brilhante produção dos jovens talentos do Teatro Musical Júnior da MOVIUNE.

PROMOTOR: António Miguens

SITE pagina principal IRS

Campanha IRS 2024

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Campanha Consignação IRS 2024

APOIARTE - Casa do Artista

Ana Rocha, Cláudia Pascoal, Fernando Mendes, FF, João Baião e José Carlos Malato juntos com Anita Guerreiro, António Évora, José Manuel Fonseca, Lily Neves, Maria Valejo e Simone de Oliveira, juntam-se num abraço intergeracional por uma causa acarinhada por tantos portugueses.

No ano em que se comemoram os 25 anos da Instituição Particular de Solidariedade Social, APOIARTE – Casa do Artista, desafiámos algumas entidades e personalidades conhecidas do grande público a fazerem parte desta campanha que se tem mostrado muito importante para esta instituição. 

Ao Consignar 0,5% do seu IRS referente ao ano de 2023, além de ter um Custo Zero para si, está a apoiar a Missão, os Valores e a Visão da APOIARTE – Casa do Artista em relação aos diferentes desafios que diariamente esta instituição enfrenta!

Somos uma instituição que apoia e dignifica os Artistas e toda a Comunidade Artística em Portugal. Consignar 0,5% do seu IRS à APOIARTE – Casa do Artista é motivar o desenvolvimento da inovação, do respeito, da consideração e do amor que se tem, e que se deve ter, pelo próximo. 

Não está a par de quem realmente somos? CLIQUE AQUI!

Pretende entender um pouco mais sobre a Consignação do IRS? CLIQUE AQUI!

Pretende ajudar de outra forma esta instituição? CLIQUE AQUI!

MAKING OFF | CAMPANHA IRS 2024

FICHA TÉCNICA da Campanha IRS 2024

Artistas Convidados

Residentes Casa do Artista:
Anita Guerreiro
António Évora
José Fonseca
Lily Neves
Maria Valejo
Simone de Oliveira

Artistas Convidados:
Ana Rocha
Cláudia Pascoal
Fernando Mendes
FF
João Baião
José Carlos Malato

Pequenos Artistas:
Amália de Sousa Rocha Matias Mendonça
Beatriz Carrera
Emília Maria da Cunha Abrunhosa
Eva Carvalho Lemos
Rita Carrera
Valentina Maria Alves dos Santos

Equipa Técnica (Captação de Imagens & Edição do vídeo Campanha):

Concept Media

Making Off (Captação de Imagens & Edição Vídeo):

Cláudio Martins

Conceito Criativo:

Ana Sécio, Frederico Corado, Jonas Cardoso, Paulo Dias

Produção, Comunicação & Marketing:

Ana Sécio e Jonas Cardoso

Realização:

Frederico Corado

Voz Off:

José Raposo

Cabelo & Maquilhagem:

Carlos Feio e Tatiana Cruz

Colaboração:

Celeste Passarinho, Joana Figueiredo, Mónica Vaz, Paula Trindade, Pedro Miranda, Quim Tó, Ricardo Madeira, Tiago Santos

Direção APOIARTE – Casa do Artista:

José Raposo (Presidente), Conceição Carvalho, Frederico Corado, Paulo Dias, Sofia Grillo

Parceiros Institucionais:

República Portuguesa
Camara Municipal de Lisboa
Junta Freguesia de Carnide
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Apoios e Agradecimentos:

Miguel Osório
Concept Media
Altice
Sapo
Delta Cafés (Grupo Nabeiro)
Ucal
Santal
Fundação do Futebol – Liga Portugal
Quinta do Gradil
Tyrrells

APOIARTE LOGOS atualizado e1712619125327

Consignar 0,5% do IRS – Como e porquê?

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Consignação do IRS e do IVA: como ser solidário com o seu imposto

Sabe que pode ajudar quem mais precisa com o seu IRS? Neste artigo, o Montepio explica tudo sobre a consignação do IRS e a consignação do IVA e quais as diferenças entre elas.

Voluntariado

Tratar do IRS é uma obrigação fiscal, mas também uma forma de ajudar. Como? A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) permite, desde 2001, que os contribuintes utilizem o seu imposto para apoiar entidades de cariz social, ambiental ou cultural, através da consignação do IRS e/ou da consignação do IVA. As entidades elegíveis para receber as referidas consignações constam de uma lista elaborada, anualmente, pela AT.

Como funcionam a consignação do IRS e a consignação do IVA?

 

Consignação do IRS
A consignação do IRS permite-lhe encaminhar uma parte do imposto a favor do Estado para uma entidade. E sem qualquer custo: não recebe menos reembolso nem paga mais imposto adicional, consoante o caso.

Através da consignação do IRS, pode atribuir a uma entidade 0,5% do IRS liquidado (imposto que cabe ao Estado depois de descontadas as deduções à coleta). Assim, em vez de o seu IRS ficar todo nas mãos do Estado, uma parte é canalizada pelo próprio Estado para a causa que escolher apoiar.

Caso prático
Imagine que, relativamente ao seu IRS de 2023, a entregar em 2024, o seu IRS liquidado é de 15 000 euros e tem direito a um reembolso de 2 000 euros. Se decidir consignar 0,5% do seu IRS liquidado a uma entidade, esta receberá 75 euros (15 000 euros x 0,5%). Já o Estado arrecadará a diferença entre o IRS liquidado (15 000 euros) e a consignação de 0,5% do IRS (75 euros), ficando apenas com 14 925 euros (15 000 euros – 75 euros). Caso opte por não consignar 0,5% do seu IRS liquidado, o Estado ficará a ganhar. Ou seja, receberá a totalidade do seu IRS liquidado (15 000 euros). Em qualquer dos cenários, o seu reembolso não é afetado. Receberá, assim, 2 000 euros.

Consignação do IVA
Além de encaminhar 0,5% do seu IRS liquidado para uma entidade à sua escolha, pode oferecer, à mesma organização, o valor da sua dedução do IVA suportado pela exigência de fatura. Trata-se de uma dedução que permite recuperar 15% do IVA pago em faturas de oficinas de automóveis e motociclos, restaurantes, alojamentos, salões de estética, veterinários e ginásios. Além disso, através desta dedução, é possível também abater ao IRS 100% do IVA pago em faturas de passes sociais.

Mas tome atenção. Ao contrário da consignação do IRS, a consignação do IVA implica um custo. Porque, nesse caso, deixa de poder deduzir aquele valor ao seu IRS, o que se traduz no recebimento de menos reembolso ou na entrega de mais imposto adicional. O desconto no imposto que lhe cabia, por via da dedução do IVA suportado pela exigência de fatura, é entregue à organização escolhida por si.

Caso prático
Suponha que, no cálculo do IRS de 2023, é apurado um IRS liquidado no valor de 10 000 euros e um reembolso de 1 000 euros. Recorde-se que o IRS liquidado é o valor do imposto a pagar depois de descontadas todas as deduções à coleta. Caso opte por consignar a dedução do IVA por exigência de fatura, digamos de 250 euros (o valor máximo por contribuinte), deixa de poder beneficiar dela. Desta forma, o seu IRS liquidado passa a ser de 10 250 euros e o seu reembolso de 750 euros. Ou seja, vai pagar mais 250 euros de IRS e receber menos esse valor de reembolso.

Como escolher uma organização?

APOIARTE – Casa do Artista

Pode optar por consignar o IRS e/ou o IVA à associação onde exerce voluntariado, a uma associação mutualista ou a uma organização de direitos humanos, por exemplo. A escolha fica ao seu critério. Desde que seja uma organização autorizada pela AT para esse fim.

A APOIARTE – Casa do Artista encontra-se entre as instituições que pode ajudar. Se optar por beneficiar esta entidade, estará a apoiar um projeto que honra e dignifica a Comunidade Artística em Portugal. Este tipo de apoio revela-se extremamente importante para que a Residência Sénior da Casa do Artista possa continuar a dar Casa a Artistas que tanto fizeram e deram de si à Cultura e às Artes em Portugal. Além do mais, ajuda a manter de pé o Centro de Formação, a Galeria Raul Solnado e, ainda, o Teatro Armando Cortez. 

Quando e como consignar o IRS e o IVA?

 

Desde 2019, a consignação do IRS e do IVA pode ser efetuada em dois momentos:

  • Até 31 de março, antes da época de entrega do IRS;
  • Entre 1 de abril e 30 de junho, durante o período declarativo.

Até 31 de março
A escolha da entidade pretendida é realizada no Portal das Finanças, em “Comunicar entidade a consignar IRS/IVA”. Para proceder à indicação dos dados da entidade à qual pretende consignar o IRS e/ou o IVA, clique no botão de “Pesquisa” junto ao campo do NIF e selecione a que pretende dentro da lista de entidades elegíveis. Por fim, pressione em “Submeter”. Veja como consignar o IRS e o IVA no Portal das Finanças, passo a passo através deste Artigo do Montepio. 

De 1 de abril a 30 de junho
A seleção da entidade pode ser efetuada no IRS Automático ou na declaração de rendimentos (Modelo 3). Em qualquer dos casos é necessário indicar:

  • Tipo de entidade que pretende apoiar. Existem quatro opções: IPSS, instituições religiosas, pessoas coletivas de utilidade pública (incluindo com fins ambientais) e instituições culturais;
  • NIF da entidade;
  • O tipo de consignação: “IRS” ou “IVA” ou as duas.

IRS Automático
No IRS Automático, a consignação é efetuada na área “Pré liquidação”.

consignacao automatico

Modelo 3


Na declaração de rendimentos Modelo 3, a consignação realiza-se no quadro 11 da folha de rosto.

Consignacao IRS 1

Não se esqueça…

Na entrega do IRS de 2023, em 2024, seja solidário. Consigne, pelo menos, 0,5% do seu IRS. Não lhe custa nada. E com esse ato pode fazer a diferença na vida de quem mais precisa.

 

NIF APOIARTE – Casa do Artista: 501 705 163

7ªEdição – Uma Imagem Solidária

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Uma Imagem Solidaria

A 7ª Edição de “Uma Imagem Solidária” conseguiu um total de 3.300€ em doações!

 

OBRIGADA!

Um especial obrigado a todos os que estiveram presentes no evento, ao Dr. Francisco Pinto Balsemão, à DELL, à LUSA, à VISA PRESS e, ainda, ao fotojornalista, António Cotrim pelo convite. 

7ª EDIÇÃO - UMA IMAGEM SOLIDÁRIA

Este ano, a 7ª Edição de “Uma Imagem Solidária”, escolheu a APOIARTE – Casa do Artista como a associação a ser apoiada ao mesmo tempo que se promovem artistas na área da fotografia.

 

 

Criada em 2017 pelo fotojornalista da agência Lusa António Cotrim, a iniciativa Uma Imagem Solidária une fotojornalistas e fotógrafos portugueses, profissionais e amadores, na solidariedade. A participação é feita todos os anos em forma de imagem/fotografia (30 x 40), que posteriormente poderá ser adquirida pelo público, em troca de um donativo mínimo de 20€, que reverte, NA TOTALIDADE, para a causa escolhida para apoiar em cada edição. A exposição tem sido realizada na Fundação Portuguesa das Comunicações e a iniciativa tem contado com inúmeros apoios, entre os quais se destaca o Alto Patrocínio da Presidência da República.

O objetivo passa por cumprir uma missão solidária ao mesmo tempo que se promove a arte da Fotografia, se dignifica o trabalho dos fotógrafos, e se divulga as associações, organizações e movimentos cívicos que Uma Imagem Solidária escolhe apoiar.

 

Conheça as diferentes fotografias que foram doadas para esta causa. Se tiver intenções de adquirir oficialmente alguma, contacte-nos Aqui!

Uma Fotografia = Um Donativo.

Uma imagem solidária

Pedro Miranda (Nós nos Outros)

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Logotipo página Nós nos outros de Maria Helena da Bernarda

por Maria Helena da Bernarda

Pedro Miranda 1

Pedro Miranda


(publicado a 8 de agosto de 2023)

A SEDUÇÃO DO DESCANSO
“Sou licenciado em Biologia e trabalhei 5 anos como biólogo, mas tive sempre um gosto especial por decoração.

Um amigo cenógrafo, sabendo do meu gosto, desafiou-me para o ajudar na produção de uma nova novela do Nicolau. Eu tinha pouco a perder, pois ainda trabalhava a recibos verdes, pelo que aceitei. Novela atrás de novela continuei, sempre adorando o que fazia. Em pouco tempo passei a Assistente de Realização e, mais tarde, a Produtor.

Trabalhei muitos anos com o Nico, o que foi sempre um prazer. Com ele estive na Atlântida, depois na Edipim,…, segui-o por onde ele me quis levar, até me contratar numa base fixa quando criou a NBP. Ele era um excelente criativo mas não um financeiro. O Nicolau foi o pai das novelas portuguesas, mas tirou um peso de cima quando vendeu a sua parte na NBP, entretanto designada de Plural após ser adquirida pela Media Capital.

Desliguei-me desta produtora há dois anos, ao fim de 28 de colaboração. Embora estivéssemos em pandemia, havia muito trabalho. Nunca parámos de fazer novelas, com uma logística mais exigente, desde desinfeção a cumprimento de distâncias. Quando havia cenas de beijos, por exemplo, os actores tinham de ser testados dois dias antes.

Com a minha saída percebi que, para eles, tinha chegado o fim do meu prazo de validade, ainda que eu me sentisse competente. Aceitei essa divergência com naturalidade.

Aproveitei a minha disponibilidade para fazer voluntariado na Casa do Artista. Entrei em Novembro de 2021 e, na verdade, não tenho parado de desenvolver projectos. Neste momento estou a produzir um livro de retratos de 100 artistas portugueses, como nunca ninguém os viu.

Este surpreendente projecto, que não deixará ninguém indiferente, envolve a Casa do Artista, a Altice, a SPA e o seu autor e visionário, o Mestre António Homem Cardoso.

Tenho muito gosto em continuar aqui como voluntário até me reformar, o que acontecerá em Março do próximo ano. Haverá então um virar de página. Espero voltar a viajar, talvez mudar de casa e… descansar.

Sempre fui tão activo, que estranho esta sedução do descanso. Será sinal de velhice?" (risos)

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Pedro Miranda 2


(publicado a 9 de agosto de 2023)

MARESIA
“Sou filho de uma bonita história de amor e vivo uma bonita história de amor…

A minha mãe residia com a família em Angola. Numa viagem de navio a Portugal, conheceu o meu pai a bordo, pois ele era, na altura, o segundo piloto. O seu romance foi-se desenvolvendo em viagens de longa distância - uma delas a Moçambique - até casarem, dois anos depois. Sempre adoraram viajar.

Eu sou o mais velho de três filhos. Nasci em Angola, tendo vindo de lá com um ano. Fomos depois viver para Moçambique - sempre as longas viagens de barco marcando as nossas férias - mas a partir da idade escolar fixámo-nos em Portugal.

Quando o meu pai partia por 4 meses, umas vezes a minha mãe ficava; outras acompanhava-o, deixando-nos com os nossos avós. Lembro-me que numa dessas vezes fomos todos; foi muito bom. A profissão do meu pai salpicou as nossas memórias de maresia.

Os meus pais tiveram um casamento feliz de mais de 60 anos, só interrompido pelo falecimento dele em 2014, com 89 anos. Eu vivo com o meu marido há 36 anos. Além disso trabalhámos 19 anos juntos, pelo que nos conhecemos muito bem. Casámos discretamente quando fizemos 25 anos de convivência, sem testemunhas - não quisemos festa - e sem a mínima dúvida do passo que dávamos.

Cheguei a ter namoradas e estive quase para casar, mas eu sentia que não devia ir por aí. Quando tive a primeira experiência homossexual, tive a certeza.

Nunca precisei de dizer nada a ninguém. Os meus pais e até a minha avó perceberam, sem me fazerem perguntas. Conheceram o Ivan, o meu marido, sem qualquer reserva.

Hoje a minha mãe está com 90 a nos e preocupa-me que ainda viva sozinha. No entanto, sempre foi muito independente, tanto que há uns 6 anos foi saltar de pára-quedas com a minha irmã. Insiste em manter a sua independência mas todos os filhos estão preocupados.

Se eu faço por ser um bom filho, o Ivan tem sido um genro extraordinário. De tal forma que ele mesmo sugeriu voltarmos a fazer um segundo cruzeiro os três, para lhe trazermos de volta a maresia. Fizemos o primeiro, um ano após o falecimento do meu pai. Agora, aos seus 90 anos, ela merece passar períodos felizes. Na sua idade, cada período feliz vale uma nova vida.”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Celeste Passarinho (Nós nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

Celeste Passarinho 1

Celeste Passarinho


(publicado a 5 de agosto de 2023)

UMA CASINHO NO CAMPO
“Fiz 60 anos, os últimos 18 como colaboradora da Casa do Artista. Isto foi um céu que se abriu numa altura muito difícil da minha vida…

Em 2005 estava a passar por uma depressão, consequência de vários factores. A minha mãe tinha falecido 5 meses antes, vítima de cancro, tendo sido eu a sua cuidadora durante 6 meses a fio, noite e dia. Eu tinha marido mas não muita saúde e não consegui gerir o culminar desse processo, um misto de desgosto e exaustão.
Tive o apoio de uma médica muito amiga, como família, filha do Henrique Santana e da sua mulher, Maria Helena Matos, em casa de quem trabalhei mais de 20 anos como empregada doméstica. Chamavam-me afilhada e inclusive viajava com eles. Eram como meus pais.

Saíra do Carvalhal de Abrantes aos 18 anos para servir em sua casa. Só tive electricidade na minha aldeia aos 11 anos; no verão, tínhamos um tanque que fazia de piscina; o campo imenso para brincar em liberdade. Tive, afinal, o principal: fartura na mesa e uma infância feliz.

Quando a filha do Henrique Santana soube que vinha trabalhar para aqui, riu-se e disse-me que estava destinada a cuidar de idosos.
O Sr. Henrique faleceu comigo no Hospital da Cuf, em 94. Eu ficava lá de noite a acompanhá-lo. Continuei a cuidar da Dona Helena, que faleceu praticamente nos meus braços, em 2002. Nessa altura fiquei sem trabalho, o que também me abalou. Dois anos depois faleceu a minha mãe.

Quando o telefone tocou, ouvi a voz de uma senhora amiga da Dona Helena e voluntária da Casa do Artista, informando que a Dona Manuela Maria estaria necessitada de uma pessoa com as minhas características. Receosa, aceitei vir à entrevista. Em boa hora o fiz. Estando a tratar-me de depressão, abandonei logo a medicação e posso afirmar que o trabalho foi a minha melhor terapia.

Vim como assistente administrativa e, desde há 12 anos, sou Encarregada dos Serviços Gerais, gerindo a equipa de limpeza e produtos associados.
Trabalho bastante, mas em casa também não descanso. Lá, tenho o marido e a minha sogra debilitada, de quem sou também cuidadora.
Sou muito de afectos, mas confesso que às vezes ando tão cansada que só sonho com o que já tive: uma casinha no campo.” (risos)

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Sónia Vieira (Nós nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

Sonia Vieira 1

Sónia Vieira

= Filha da nossa estimada Residente, Florência Vieira =

(publicado a 10 de agosto de 2023)

ENTRE TANTO...
“Vivo em Gaia mas venho todos os fins-de-semana a Lisboa ver a minha mãe * à Casa do Artista, para onde veio residir em Março passado.

Após um AVC, ficou necessitada de cuidados acrescidos que, com muita pena minha, não lhos posso prestar.

Fui professora de dança durante vários anos, mas agora estou mais orientada para a área holística: dou aulas de meditação e ioga, a maioria das quais ao final do dia, que seriam as horas em que ela mais precisaria da minha assistência.
A vida actual é difícil a todos os níveis: é difícil para os mais idosos mas também para a geração abaixo, quando ainda trabalha e não tem recursos extra para cuidar.
Tenho muita pena que não haja um polo da Casa do Artista na região norte, ainda que fosse uma unidade mais pequena. Não havendo, ou enquanto não houver, eu não gostava que ela entrasse num lar descaracterizado. Aqui, estando a minha mãe rodeada de tantas pessoas ligadas à vida artística - figuras que povoaram a sua vida - com actividades também ligadas ao mundo do espectáculo, acredito que é a melhor casa onde ela poderia estar.

Sou filha única e não tenho com quem dividir o apoio que a minha mãe merece. Mas também fui a única a acolher todo o seu amor maternal. Por isso, prefiro suportar eu o preço da distância que vê-la deslocada num mundo onde não se reconhece.

Desde Março que faço 620 kms todos os sábados - 7h de autocarro - às vezes sozinha e outras na companhia do meu marido, como hoje, sem pensar nos gastos e no sacrifício.
Venho religiosamente, ansiosa de ver nela o sorriso com que me recebe e parto com um sentimento de gratidão por saber que ela, aqui, está tão bem cuidada. Entretanto, passo com ela umas três a quatro horas; conversamos muito e vamos almoçar fora.

Quando eu era bebé e criança pequena, ela estava no auge da sua carreira e tive o grande apoio dos meus avós. Mas desde a escola primária - desde que me conheço como pessoa - a minha mãe foi sempre muito presente; foi mãe e pai.

O mínimo que posso dar a quem me deu tanto é um dia da minha semana. Os outros seis? Falamos pelo menos duas vezes por dia: depois do almoço e do jantar. É pouco para mim e tanto para ela!”



NR * A cantora Florência

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Sofia Bendinha (Nós nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

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Sofia Bendinha


(publicado a 6 de agosto de 2023)

1|2 UMA MULHER E TANTO - Simplesmente
“Nasci em Luanda há 49 anos, numa família com boa condição económica. O meu pai era um empresário dinâmico, pelo que nunca nos faltou nada em casa. Ele tinha comércio, um restaurante e ainda um conjunto musical. Era um homem muito desejado, razão pela qual, além dos 12 filhos que teve com a minha mãe - a única mulher legítima - ainda teve mais seis por fora, estando casado. No entanto, havia nele uma certa integridade, que o levou a trazer para casa todos os seus filhos com outras mulheres. Se é verdade que ele foi recto para com as crianças, também é verdade que a minha mãe foi muito bondosa, pois criou aqueles seis meninos como se fossem seus. Eu não seria capaz de aceitar isso ao meu marido, mas não deixo de admirar o altruísmo da minha mãe e a sua capacidade de amar quaisquer crianças, simplesmente.

Nenhuma das mães quis ficar com os filhos porque em casa do meu pai eles podiam ter acesso à mesma educação que os outros irmãos. Não havia diferenças.

Já vivi bem, mas por força da instabilidade crónica do meu país, fui levada a tomar decisões difíceis. Mas nunca tive medo de tomar decisões, mesmo que difíceis…

Quando os meus pais faleceram, os filhos decidiram prosseguir com os negócios. Uns ficaram com o restaurante; eu e duas irmãs começámos a comprar roupas, malas e calçado na África do Sul e vendíamos na loja. Mas as angolanas que importavam daquele país começaram a ser roubadas. Havia angolanos que informavam sul-africanos das nossas características físicas e, por duas vezes, sofremos tentativas de assalto. O dinheiro já não ia nas nossas malas, ia dentro dos nossos penteados. Trocávamos de roupa dentro dos aviões, para não sermos identificadas. Tornou-se tudo tão difícil que decidimos começar a comprar no Brasil.

O estrangeiro seduzia-me, mas não o Brasil. O país que desde pequena me chamava para viver era o Canadá. Já tinha tentado por duas vezes tratar da documentação para emigrar para o Canadá, mas sem sucesso. Como os negócios iam correndo bem, apesar de todas as dificuldades, fomos pensando mais alto, até que surgiu a ideia de importarmos carros, motas e geradores através do Dubai. E lá fomos nós!”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

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(publicado a 7 de agosto de 2023)

2|2 UMA MULHER E TANTO - Dignidade
“O negócio foi crescendo e, na mesma proporção, a confiança dos fornecedores em nós. Tanto assim foi, que passámos a fechar contentores sem necessitarmos de nos deslocar ao Dubai. Pagávamos antecipadamente e tudo corria bem, até ao momento em que começaram a faltar peças.

Descobrimos que era na alfândega angolana que as peças desapareciam. Para não perdermos tudo, tivemos de começar a mandar vir contentores com as peças que faltavam, o que era um custo extra relevante. Passámos de ter uma empresa lucrativa a perder dinheiro.

Reflecti muito e percebi que não era possível nem ser empresária, nem ser feliz num país onde há sempre uma ratoeira preparada para nos entalar.

A vida estava a ficar cada dia mais difícil e eu não queria aquilo para os meus filhos. Casada e com três filhos - dois rapazes já criados e uma menina menor, com 12 anos - disse para comigo: ‘Se não vamos para o Canadá, vamos para Portugal!’

Em 2017, vim à frente com a menina. A seguir vieram os dois rapazes - na altura ainda solteiros - e só um ano depois veio o meu marido.

Felizmente não tive dificuldade em arranjar logo trabalho. Entrei como auxiliar na Casa do Artista. O que faço não tem nada a ver com o tipo de actividade que eu fazia, mas cada coisa no seu tempo. Não me queixo de nada, nem sinto que tenha um trabalho inferior, apenas diferente. O trabalho, qualquer que ele seja, dignifica a pessoa.

O meu marido teve mais dificuldade em arranjar emprego mas também já trabalha na construção civil, na área das instalações eléctricas.

Aproximo-me dos 50 anos mas sinto que ainda não entrei na última etapa. Nunca esqueci os conselhos do meu pai, um homem viajado que sempre nos dizia: ‘Nunca se limitem, não desistam nunca dos vossos sonhos; se for para arriscar, arrisquem, para que amanhã não se arrependam!’

Eu herdei muito do espírito do meu pai: sempre sonhei grande. Por isso, acredito que isto é mesmo uma fase e que o meu velho sonho de criança ainda se vai concretizar: ir viver para o Canadá!

Tenho a certeza de que se eu for para o Canadá, não só o marido como todos os filhos me seguirão. É que dizem que sou o motor lá de casa!” (risos)

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Dia Internacional da Mulher 2024

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Dia Internacional das Mulheres 8 marco apoiarte casa do artista
programa dia internacional das mulheres apoiarte casa do artista 8 de marco

Dia Internacional da Mulher | 8 de Março

No próximo dia 8 de Março de 2024, irá decorrer, na Galeria de Espelhos da APOIARTE – Casa do Artista, um convívio para celebrar a força, a beleza e a sabedoria das mulheres! 

Veja a programação e faça parte!

Entrada Gratuita e sem Inscrição!
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Romeu & Julieta

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Os nossos Residentes de quatro Patas

Romeu e Julieta

Os Nossos Residentes de quatro patas já estão a residir nas nossas instalações.
A APOIARTE - Casa do Artista recebeu o Romeu e a Julieta no inicio do ano de 2024, e com eles vários parceiros quiseram fazer parte deste projeto acrescentando valor à nossa instituição, aos nossos residentes e aos nossos Associados.

Residentes

Fique a conhecer os potenciais benefícios de termos o Romeu e a Julieta como Residentes.

Parceiros

Novos Amigos, Novos Parceiros (e com descontos para os nossos Associados)

Associados

Fique a par das notícias em torno do Romeu e da Julieta

A Diretora de Serviços, Joana Figueiredo, conta-nos todos os detalhes acerca deste projeto de acolhimento dos nossos residentes de quatro patas! Fique a par de tudo através deste episódio do PodCast da Antena 1, “Entregues à Bicharada”! Basta clicar Aqui!

3 Razões para adotarmos o Romeu e a Julieta

(com base na Revisão de Literatura de Aline da Silva Lima, publicado na Revista Saúde e Desenvolvimento, vol. 12, n.10 de 2018)

Parceiros envolvidos no projeto "Romeu e Julieta"

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AMORIMPET

A AMORIMPET, é uma empresa criada em Junho de 2000, dedicada à comercialização de alimentos e produtos para cães e gatos, com as suas instalações sediadas em Coimbra. Na AmorimPet encontra os meios necessários e as pessoas certas a quem confiar para a realização dos seus projectos.

Pétis

100% portuguesa, a Pétis nasce da experiência adquirida pelo lançamento de uma solução de proteção para pets que se tornou líder de mercado e que, pela sua paixão pelos pets, quer ir cada vez mais longe.
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Central Pet Telheiras

CONSULTÓRIO VETERINÁRIO na PRAÇA CENTRAL DE TELHEIRAS, Lisboa perto da saída de metro. Rações SPECIFIC e ROYAL CANIN. BANHOS & TOSQUIAS.

Nayara Borges

Nayara, é uma profissional apaixonada por Behaviorismo, com uma ampla experiência em comportamento animal permitindo que treine animais além de cães e gatos, de inúmeras espécies, domésticas e exóticas.
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casa dos animais de lisboa

Casa dos Animais de Lisboa

A Casa dos Animais de Lisboa (CAL) é o Centro de Recolha Oficial (CRO) de animais errantes na cidade. Promove a sua captura e tratamento, executa ações para reduzir o abandono e fomenta a adoção responsável. A CAL disponibiliza toda a informação sobre os animais em condições de serem adotados.

Provedoria Municipal dos Animais de Lisboa

O Provedor Municipal dos Animais de Lisboa (Pedro Paiva) tem por missão garantir a defesa, o bem-estar e a proteção dos animais, bem como promover, zelar e monitorizar a prossecução dos seus direitos e interesses mediante queixa, reclamação devidamente identificada ou por iniciativa própria, relativamente a fatos que justifiquem a sua intervenção.
logo provedoria

A estas entidades devemos o nosso maior agradecimento!

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