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A Família BOMTEMPO | Musical para toda a familia

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A FAMÍLIA BOMTEMPO | Musical para toda a família

11, 12, 18 e 19 de maio | 11h00
 
Os alunos do curso de Teatro Musical apresentam: A Família Bomtempo !
“Quando a minha filha tinha três anos, conheci as canções de Ricardo Reis Pinto. Prometi-me que algum dia faria, com essas belas canções, um musical. 
Este ano chegou a hora! Apresentamos este espetáculo para toda a família. Crianças, pais e mães, avós e avôs, tios e tias, sobrinhos e sobrinhas e madrastas e padrastos, vão poder disfrutar da maluca história da Família Bomtempo. 
Uma família que atravessa o tempo e cada ano viaja pelo mundo buscando inspiração para um novo espetáculo. É um prazer apresentar-vos esta família delirante, esperamos que se divirtam tanto como nós nos divertimos a ensaiar!”
Claudio Hochman 
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Não Prometemos para mais Ninguém

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NÃO PROMETEMOS PARA MAIS NINGUÉM

“Catarina e António Raminhos – NÃO PROMETEMOS PARA MAIS NINGUÉM”

 

2 e 3 de maio | 21h30 | Teatro Armando Cortez

 

António e Catarina Raminhos estão juntos há mais de 23 anos, tornando-se num dos casais conhecidos do grande público com um relacionamento mais longo. Nos tempos que correm isto é extremamente raro! Com toda a exposição social, ambos já assumiram que nem sequer vão poder divorciar-se porque toda a esperança de um amor duradouro está colocada sobre os seus ombros. E esta é uma das questões mais colocadas:
Como é que se está 23 anos juntos, com três filhas e uma vida de trabalho?  Que desafios se encontram? Há amor?  Há ciúmes?  Como se mantém a chama acesa?  Quais as discussões que mais ocorrem?
 Foi por isto que António e Catarina Raminhos decidiram criar este espetáculo… Não Prometemos para Mais Ninguém.
Uma conversa verdadeira, animada, satírica, sarcástica, mas também emocional sobre casamentos e sobre duas pessoas que se conhecem profundamente e não têm medo, nem vergonha de abordar qualquer tema! Mais do que conversa, haverá espaço para improviso, para a participação do público com perguntas e dramas, pequenos quizz e ambos serão colocados muitas vezes entre a espada e a parede.  Quem sabe se o casamento não terminará depois desta tournée!

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Manuela Maria (Nós Nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

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Manuela Maria


(publicado a 18 de setembro de 2023)

O PRIVILÉGIO
“A Casa do Artista é um bonito projeto cuja ideia veio do Raúl (Solnado) e foi posto em prática por um grupo de artistas, entre os quais o meu marido, o Armando (Cortez) e eu também, claro.

Vários atores fundaram uma Associação para angariar fundos, atuando de boa vontade. Tudo boa gente, que preferia não se lamentar mas decidir: ‘Vamos fazer!’ O Armando, meu único marido e grande amor, faleceu há 21 anos. Pensávamos da mesma maneira. Tudo nos unia, o teatro também. O palco sempre foi o meu chão, pois sou filha de atores.

Estivemos casados 42 anos. O nosso filho biológico, o Pedro, está com 55 anos. Mas quando alguém me pergunta quantos filhos tenho, digo sempre que tenho dois, porque é verdadeiramente o que sinto… O Armando tinha sido casado com a Fernanda Borsatti, de quem já tinha um filho, o José Eduardo, que o pai carinhosamente tratava por Funfas, pois fungou mal nasceu. Mas por força da muita atividade da Fernanda e de nós termos mais apoios, sobretudo o da minha mãe, o Funfas foi criado lá em casa. Entre os adultos houve sempre uma relação cordial, de gente educada, como tinha de ser pelo bem de todos, especialmente de uma criança. A nossa profissão era absorvente e emocional, nem sempre favorável ao equilíbrio familiar. Mas, felizmente, nós tínhamos essa consciência.

O José Eduardo e o Pedro converteram-se em dois homens bem formados e bem sucedidos, o primeiro médico e o segundo arquiteto. São amicíssimos. A relação entre os dois e comigo não podia ser melhor. Nunca se esquecem de mim, tal como os meus netos do Funfas.

Não há segredos para que uma relação entre madrasta e enteado funcione bem. Só sensibilidade e bom senso. Para ele, eu não era madrasta, era Manela, como sempre me tratou. Eu tratava-o por Funfas mas não por tu. Fazia por respeitá-lo, razão pela qual o servia sempre antes do Pedro quando nos sentávamos à mesa.

Lembro-me bem da minha preocupação pela maneira como iria dizer ao Funfas que estava grávida. Era assunto delicado… Um dia estávamos os dois a ver televisão e perguntei-lhe: ‘Que nome é que quer dar ao seu irmão ou irmã?’. Escolheu Anabela para menina e Pedro para rapaz.

A mais ninguém daria esse privilégio!”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

José Manuel Fonseca (Nós Nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

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José Manuel Fonseca


(publicado a 17 de setembro de 2023)

FASCINAÇÃO
“Vim para a Casa do Artista em 2015, com a minha mulher. Vim por ela, como iria com ela para onde fosse.

Estivemos 53 anos juntos. Só a sua morte, há 4 anos, nos separou fisicamente. Mas ela não saiu de mim. Continuo a sentir-me casado, razão pela qual nunca tirei as alianças.

Fui seu cuidador na doença prolongada - Demência de Corpos de Lewy, uma combinação de Alzheimer e Parkinson - e seu marido em qualquer circunstância. Só não lhe dava o banho, por falta de conhecimento, mas dava-lhe comida na boca, pintava-a, passeava-a na cadeira de rodas…

Sempre senti por ela um amor imenso; imenso, até nos seus últimos dias, já em estado vegetativo. Ela merecia todo o meu amor, pois foi sempre uma excelente companheira, uma mãe extremosa e uma avó impressionante. Temos dois filhos e dois netos.

Ambos adorávamos música e leitura. Éramos cúmplices em tudo na vida, desde os gostos às tarefas domésticas. A sua demência progressiva começou dois anos antes de virmos para aqui. Um dia partiu a casa toda. Não me zanguei com ela, como poderia eu zangar-me com uma doente?

Ainda aguentei o que pude, até reconhecer que o melhor para ambos era virmos juntos - sempre juntos - para a Casa do Artista. A partir de certa altura ela já não reconhecia ninguém, senão a mim. Quando sofria de dores durante o banho, sempre chamava o meu nome, o único que ela conseguiu dizer até ao fim: 'Zé'. Foi um amor para a vida. Nunca admiti substituí-la, nem pouco mais ou menos.

Nos seus últimos dias, foi para uma clínica, para morrer. Aí eu não podia ficar de noite mas passava lá as tardes, falando-lhe, dando-lhe festinhas, tranquilizando-a. Instalei duas colunas no quarto e punha a tocar as músicas de que ela mais gostava. Adorava ‘Fascinação’, da Elis Regina. Estava ao seu lado quando morreu, o que, de certa forma, me ajudou. Já estava preparado para a deixar ir.

Não sou assim por compromisso religioso ou moral. A dedicação que mantenho por ela é espontânea, não uma obrigação. Não faço nada por obrigação, mas por instinto. Não confundo valores com dogmas. Eu sou de valores, dos que vêm de dentro para fora.

Já não deixei a Casa do Artista. Com 82 anos, não podia estar num lugar melhor.”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Anita Guerreiro (Nós Nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

Anita Guerreiro 1

Anita Guerreiro


(publicado a 16 de setembro de 2023)

CHEIRA A LISBOA
“A Casa do Artista é hoje a minha casa e o fado sempre foi a minha alma…

Batizaram-me de Bebiana Guerreiro Rocha, mas esse não é nome artístico. Aproveitaram o Guerreiro, para dar luta, e juntaram-lhe Anita, mais carinhoso. Até aos meus 12 anos, éramos cinco lá em casa: os meus pais e as três filhas. Nessa altura passámos a quatro, porque a nossa mãe faleceu de febre tifoide. Nunca tive desgosto maior. Ela era muito querida; estava sempre a fazer bem a toda a gente. Comecei a cantar na escola primária o hino nacional, que era obrigatório. A minha voz distinguia-se e puseram-me logo como primeira figura. Pelos 14 anos, já cantava na coletividade Sport Clube Do Intendente. Entrei lá numa revistinha e já não me largaram.

Fiz muita revista, cantei e lancei muitos fados originais, mas talvez o mais conhecido é o ‘Cheira Bem, Cheira a Lisboa’, com letra do César de Oliveira. Também fui Madrinha de muitas marchas populares de Lisboa, entre elas a ‘Marcha dos Mercados’. Fiz teatro, cinema, televisão e muita avenida abaixo nos Santos Populares. Abri ainda um restaurante e casa de fados, a casa típica Adega da Anita, à entrada do Parque Mayer Em tudo fui feliz, porque me entreguei com toda a minha alma. Ainda gosto muito de cantar. A voz pode não ser a mesma, mas a alma é.

Tive um primeiro casamento demasiado cedo, que não me deu filhos. Casei pela segunda vez com o Pepe Cardinali, cantor e ilusionista do Circo Cardinali, com quem tive dois filhos e me fez muito feliz. Nunca foi ciumento, nem eu nunca lhe dei razões para isso. Além disso, ele vinha do mundo do espetáculo, que compreendia bem. Gostava de me ver atuar, mesmo muito doente.

Ele adoeceu de Alzheimer e uma parte de mim adoeceu como ele. Quando o perdi, ficaram muitas saudades e a certeza de que nunca iria dar espaço a mais ninguém. Dizem que sou generosa e que não trato mal ninguém, mas também dizem que sou um bocadinho teimosa e disso eu tenho a certeza que sim. Mas há muitas outras coisas de que já não tenho certeza. É que a memória já me vai falhando, o que até convém dizer a quem nos pergunta a idade!” (risos)

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

Maria Isabel Mexia (Nós nos Outros)

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por Maria Helena da Bernarda

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Maria Isabel Mexia


(publicado a 14 de setembro de 2023)

1|2 UMA COISA E O SEU CONTRÁRIO - O amor
“Completei 90 anos na Casa do Artista, onde vivo há 6 anos, bem acompanhada. Mas mantenho proximidade com os meus sobrinhos, a quem fui sempre muito ligada. Nunca casei. Tive uma vida linear, dentro dos carris da minha geração. Fui professora de piano durante toda a minha atividade profissional.

Ter seguido por linhas direitas não significa que não tivesse as minhas contradições, tão próprias da natureza humana. Não casei mas vivi um amor de 6 anos. O amor é mais delicado e exigente do que a paixão e tive a sorte de perceber esse sentimento. Teria sido expectável ter casado. Não aconteceu porque percebemos que o casamento não resultaria. Havia incompatibilidades que nos afastavam e que envolviam familiares mais conservadores. Mas não lamento esse tempo, porque enquanto durou, fui feliz. E eu não vivo só em função de um propósito, vivo em função da verdade.

Depois… não aconteceu encontrar alguém que me interessasse muito. Não me venham falar em amor único. Eu não estava fechada, mas fui sempre muito independente e nunca procurei nada nos homens.

No meu tempo, o homem estava habituado a ser adulado e eu nunca tive jeito para me submeter a esse papel.

Devo essa postura à minha avó paterna - a avó Alice - com quem vivi muitos anos em Coimbra, cidade onde estudei, dado os meus pais viverem na Lousã. Se não fosse ela, talvez eu tivesse casado muito cedo com um rapaz de quem não gostava e me fazia a corte na minha tenra adolescência. A minha família gostava dele - já cursava Engenharia - mas essa minha avó compreendia-me. Um dia disse-me: ‘Filha, não és feliz. Ele não é homem para ti!’. Ela própria tinha sentido na pele o peso do preconceito. Casou com o meu avô aos 18 anos, quando a paixão dela foi outro rapaz. Mas a sua mãe disse-lhe que preferia vê-la morta a vê-la casada com o homem de quem gostava. E naquele tempo não era fácil contrariar a família.

A minha avó nunca deve ter sido feliz, porque tinha uma personalidade muito à frente do seu tempo, mas uma vida formatada pela tradição.

Devo-lhe a ela a minha independência. Se não fosse ela, teria casado com o primeiro pretendente e não teria conhecido o amor.”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

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(publicado a 15 de setembro de 2023)

2|2 UMA COISA E O SEU CONTRÁRIO - Deus está para todos
“Fui uma de seis filhos. Fiz o liceu e depois o curso superior de Piano e Composição. Revejo-me na composição musical clássica. Gosto daquela certeza. Gosto da vida regrada, da rotina, do compasso, do som do metrónomo. Gosto da vida sempre igual, dá-me segurança. Daí não me ser fácil adaptar a outros andamentos. É certo que à rotina dos dias tem de se juntar sensibilidade e luminosidade, senão seríamos máquinas vivas.

Às vezes penso que fui sempre uma coisa e o seu contrário, ao ponto de cair na contradição: sou simples e complicada, mas mais complicada do que simples! (risos)

Gostaria talvez de ser mais elástica. Tenho tendência para a preguiça, o que gera um certo desleixo. Forço-me a impor alguma ordem à minha volta. Mas creio que tive sempre a faculdade de comunicar, de evitar o conflito e de gostar das coisas bonitas.

A idade trouxe-me mais tolerância, até para aceitar o que não compreendo totalmente. Por exemplo, tenho dificuldade em compreender a homossexualidade, mas respeito e aceito. Então se as pessoas gostam, quem sou eu para dizer que não é bom? (risos)

A Casa do Artista tem seis pianos mas já não toco. Como estou destreinada e sou exigente comigo, prefiro escrever, que é uma atividade solitária e de que ainda sou capaz. Vou fazendo os meus escritos sobre episódios que vivi ou assisti. O meu sobrinho Pedro lembrou-se de os reunir e editar em livro.

Sou católica, profundamente crente mas não fanática. Rezo todos os dias e acredito que Cristo ultrapassou tudo o que a Musa antiga canta, como dizia Camões. Cristo, no seu tempo, tentou que todos fossem filhos de Deus, desde os poderosos aos escravos. Deus está para todos.

Como rezo por todos, rezo por mim também. Remeto para as minhas orações o que me pode perturbar, nunca para um psicólogo. Rezo para não cair e fracturar um osso. Rezo para não precisar dos outros. Outro dia até pensei que se rezo a Deus e aos Arcanjos para que não me aconteça nada de mal, então nunca mais morro! (risos)

Não desejo a vida eterna mas quando morrer, que morra em paz! Até lá, vivo o melhor de que sou capaz!”

Fotografia: Mª. Helena da Bernarda

2ª Edição Festival Curtas na Casa

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AVALIAÇÃO DAS CANDIDATURAS

Festival Curtas na Casa

As candidaturas submetidas até dia 31 de março de 2024 das curtas-metragens com duração mínima de 1 minuto e máxima de 20 minutos, de alunos do ensino primário ao universitário, encontram-se sob avaliação e análise.

Somente as inscrições com ficha de inscrição preenchida (disponível AQUI!), enviadas para o email casadoartista@casadoartista.net serão contabilizadas.

Os trabalhos rececionados, que se enquadrem no âmbito do Festival, serão avaliados pelo júri e exibidos na Casa do Artista em maio de 2024.

A INSCRIÇÃO É GRATUITA!

Jurados

Atividades com os Residentes

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bloco site residentes com ricardo madeira

...em constante atualização...

Ida à Praia!

É Verão!

 

E com ele chega também outros tipos de animação. 

A oportunidade de estar em contacto com a areia, sentir a brisa do mar, olhar para o horizonte e ouvir as ondas do mar a rebentar, são momentos tão únicos e prazerosos que nos fazem viajar no tempo, que nos transportam para outras dimensões. Este dia foi marcante para alguns dos nossos residentes acompanhados pelo animador sociocultural Ricardo Madeira, pela nossa voluntária Helena Cordeiro e, ainda pelo nosso motorista João. 

Clube de Histórias com a atriz Margarida Adrião

Durante o decorrer dos ensaios para um musical que aconteceram nas Galerias Raul Solnado da Casa do Artista, a jovem atriz Margarida Adrião teve uma excelente ideia: a ideia de fazer perpetuar as memórias dos residentes da Residência Sénior da Casa do Artista.

 

E assim foi, depois de estrear o projeto para o qual estava a ensaiar, depois de estruturar e planificar a sua ideia, criou um clube de Histórias dentro da Residência, onde juntamente com os nossos residentes, fazem viagens no tempo e partilham as suas maiores alegrias, maiores tristezas, como, também, as suas maiores conquistas!

Terapia Assistida por Animais

KIKI E NALA TÊM ANIMADO A CASA DO ARTISTA

 

Depois do projeto piloto da Terapia Assistida por Animais, que decorreu ao de 10 meses, continuam, quinzenalmente, a ser levadas a cabo intervenções junto de um grupo de residentes da Casa do Artista.

“Com uma intervenção inicialmente prevista para um grupo de 10, o sucesso da iniciativa tem ditado o progressivo aumento do número de participantes. Em cada sessão são analisadas que dimensões ou domínios podem ser desenvolvidos como consequência direta desta medida terapêutica, nomeadamente as suas capacidades cognitivas, funcionais, sociais e de mobilidade”.

Visita ao Museu Nacional do Teatro e da Dança

Depois de ter percorrido 10 concelhos do país desde março de 2023, a exposição Quem és tu? – Um teatro nacional a olhar para o país chega ao Museu Nacional do Teatro e da Dança, em Lisboa, e estará patente até 29 de dezembro, para revelar objetos nunca antes expostos, que sublinham a relação entre o Teatro Nacional D. Maria II e o país.

A exposição Quem és tu? – Um teatro nacional a olhar para o país, com curadoria de Tiago Bartolomeu Costa, chega a Lisboa, depois de mais de um ano de viagem pelo país, no âmbito do projeto Odisseia Nacional, do Teatro Nacional D. Maria II. 

No dia 20/7 o curador da exposição organizou uma conversa com Filipe La Féria no âmbito da exposição e a Dra. Ana Ascensão convidou a Direção, Residentes e funcionários a estar presente nessa ocasião.

OBRIGADO PELO CONVITE

Tarde Dançante na Residência da Casa do Artista

Concerto Gerardo Rodrigues na Sala Beatriz Costa e no Teatro Armando Cortez

O talentosíssimo Gerardo Rodrigues, músico e amigo da APOIARTE – Casa do Artista, mais uma vez brindou-nos com dois concertos num só dia: o primeiro, privado para os residentes da Casa do Artista, e o segundo, aberto ao público no Teatro Armando Cortez. Fique a conhecer um pouco mais ao clicar no botão a baixo.

Comemoração do dia Mundial da Poesia

Foi no dia 21 de março que os nossos residentes passaram um dia diferente na Residência da APOIARTE – Casa do Artista para comemorar o Dia Mundial da Poesia. Com as leituras irrepreensíveis do nosso estimado residente Carlos Paulo, de Hugo Franco, de Luciana Ribeiro e de Rogério Vale) os residentes da Casa do Artista experienciaram uma tarde magnifica na nossa Sala Beatriz Costa. 

 

A atriz Manuela Maria quis celebrar este dia ao dizer-nos o poema “Ator” que mais tarde voltou a dizê-lo no Dia Mundial do Teatro. Assista ao Vídeo no botão em baixo!

Visita ao Museu de Lisboa

O animador sociocultural da APOIARTE – Casa do Artista, Ricardo Madeira, organizou uma visita ao Museu de Lisboa.

Os Residentes da Casa do Artista tiveram a oportunidade de visitar o Museu de Lisboa onde está a Exposição “Lisboa Frágil” com fotografias de Luís Pavão. 

Aqui queremos deixar o nosso profundo agradecimento ao Museu de Lisboa por proporcionar momentos de partilha, de conhecimento, de cultura e de convívio aos nossos estimados residentes. 

Confira nas imagens abaixo os melhores momentos desta tarde muito bem passada! 

 

Agradecimentos: Museu de Lisboa & Ricardo Madeira

Dia Internacional da Mulher

Foi no dia 8 de março que os nossos residentes passaram um dia diferente na Residência da APOIARTE – Casa do Artista. Pela manhã contámos com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Martins de Sousa, e o seu executivo, que gentilmente entregou flores às nossas Residentes e Colaboradoras. 

No período da tarde, aconteceu um convívio agradável com convidados onde se honrou e dignificou as mulheres, num dia dedicado a elas.

 

𝐎𝐁𝐑𝐈𝐆𝐀𝐃𝐀 a todos os convidados:
Maria João Gama 
Pra. Dra. Maria José Nuncio 
ARPICantares /ARPIC
Cristiana Águas 
(Acompanhada por “Guitarras do Crácio” composto por Eduardo Birin e Nelson Aleixo)
Jaqueline Carvalho 
(acompanhada pelo Mestre Luís Ribeiro e Ginestal)

𝐎𝐁𝐑𝐈𝐆𝐀𝐃𝐀 pelo apoio extraordinário:
Pedro Miranda
Ana Velho do Vale
Lions Club de Lisboa – Club Mater de Portugal (Presidido por Ana Velho do Vale)
Dra. Joana Figueiredo
Ricardo Madeira

Tarde Animada com Grupo de Concertinas da Casa do Concelho de Castro Daire

Dos muitos convidados que se fazem chegar às nossas instituições de forma totalmente generosa e solidária, contámos com uma tarde bastante animada com o Grupo de Concertinas da Casa do Concelho de Castro Daire.

Deixamos um especial agradecimento à sua Direção nas pessoas de Luís Esteves e e Diva Pinto e, também, a Adelaide Ferreira, responsável pelo grupo.

 

Muito Obrigada <3

Filhos de 74

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Filhos de 74

EXPOSIÇÃO "Filhos de 74" curadoria de frederico corado

Nos seus 25 anos, e nos 50 anos do 25 de Abril, a Casa do Artista convidou um grupo de Artistas nascidos em 1974 (que teriam, portanto, 25 anos quando a Casa do Artista foi inaugurada) a escolher uma peça que fosse significativa no seu percurso artístico. Artistas que vão desde actores, músicos, realizadores, escritores, nomes que passam por José Luís Peixoto, Rui Unas, NBC, Carla Maciel, Ménito Ramos, Marta Pessoa, Jorge Mourato, Marco Horácio, Cristina Troufa, D. H. Machado, José Mateus, Madalena Matoso, Nuno Costa Santos, Rita Magalhães, Rui Melo, etc. Um encontro de artistas nos 50 anos de Abril, celebrando a revolução dos cravos e os 25 anos da casa de todos os artistas. (Curadoria de Frederico Corado)

De segunda a Sábado das 10h00 às 18h00

Para mais informações contactar pedro.miranda@casadoartista.net

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A.dos.Loucos

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A.DOS.LOUCOS - UM MUSICAL

Eis o mote para os Encontro ExperimentArte

 

O contacto com o mundo emocional de um sujeito em sofrimento é muitas vezes uma experiência traumática, que dói.

No entanto, o contacto pela arte, em que as expressões afetivas mais aterradoras podem aparecer sublimadas, muitas vezes pelo impacto estético que a Criação artística imprime, tornam possível pensar, através da Obra, o real inenarrável.

Informação síntese projecto ExperimentArte da Unidade Wmais – Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)

 

 

Este projecto insere-se no âmbito do programa de Sensibilização para a Saúde Mental e visa aumentar as competências emocionais, reforçar a resiliência das crianças, adolescentes e adultos, utentes da Unidade de Saúde Wmais, assim como permitir o acesso genuíno a experiências artísticas diversas, enriquecedoras e promotoras de mudança intrapsíquica. O projecto não pretende substituir o trabalho psicoterapêutico especializado nas suas diferentes especificidades (psicoterapia individual, ou de grupo), mas antes pelo contrário, servir de catalisador desse mesmo tipo de resposta, mais comum em saúde mental.

 

O ExperimentArte insere-se igualmente numa lógica preventiva, dado que investindo hoje em projectos inovadores em saúde mental, poupar-se-á no futuro em lares especializados para adolescentes e jovens adultos socialmente excluídos.

 

 

São objetivos deste Projeto:

 

 

1. Possibilitar às crianças adolescentes e adultos, acompanhadas na Unidade de Saúde Wmais a sublimação e consequente mitigação da dor psíquica causada por percursos de vida bastante sinuosos, a partir da criação de uma obra de arte (peça de teatro, cinema, dança, música, escultura, pintura).

 

2. Permitir aos cuidadores (equipas das casas de acolhimento, equipas de intervenção familiar, unidades residenciais) a amplificação das suas competências empáticas, ao vivenciar através da arte o que poderão ser os contextos emocionais adversos das crianças, jovens e adultos que acompanham.

 

3. Sensibilização e envolvimento da sociedade civil, através da comunidade artística, para os problemas associados ao adoecer psíquico na infância.

 

 

Para cada Encontro ExperimentARTE, serão convidados a participar cuidadores especializados da SCML (elementos das Casas de Acolhimento, Equipas de Intervenção Familiar, outros funcionários) e um pequeno número de Artistas profissionais de diferentes quadrantes (teatro, cinema, televisão, música, dança, expressões plásticas) com o intuito de co-criar com o grupo psicoterapêutico de crianças “uma obra de arte” que possibilite de forma inovadora o acesso a emoções que, de forma mais directa, se revelam de difícil manejo para os elementos participantes.

 

 

Cada Encontro ExperimentArte culmina com uma apresentação pública única e formal do trabalho desenvolvido, à qual se seguirá a realização de uma tertúlia, onde os convidados de referência possam conversar entre si, partindo da obra de arte a que são convidados a assistir. O público alvo deste projeto focaliza-se em utentes ou futuros utentes da Unidade dos 4 aos 75 anos de idade, de ambos os sexos, frequentadores do núcleo de crianças da Unidade de Saúde Wmais, assim como cuidadores SCML (acção social, saúde e cultura).

 

 

Com o presente projeto pretende-se:

–> Que as crianças, jovens e adultos do grupo ExperimentArte, possam:

  • aceder a índices progressivos de maturidade emocional, partindo de um contacto mais genuíno com a sua dor psíquica, através da terapia pela arte e possam encontrar formas mais evoluídas e sublimadas, para lidar com as fragilidades do seu mundo interno, o que se repercutirá naturalmente no seu bem-estar social;
  • melhorar as questões de autoconceito, autoestima, autoimagem;
  • desenvolver aspetos emocionais da sua personalidade, pelo recurso a experiências vivenciais de grande riqueza humana, passíveis de as transportar para realidades distintas das suas e ao mesmo tempo similares.

–> Que os adultos cuidadores possam experimentar o que é ser-se empático com o outro, pelo recurso a experiências vivenciais, nas quais entrarão em contacto de forma sublimada com a dor mental decorrente de percursos de vida sinuosos das crianças que acompanham.

–> Sensibilizar a sociedade civil e comunidade artística para o papel catalisador/mobilizador que pode ter a ARTE na promoção da saúde mental, inserido num contexto de promoção para a saúde.

Psicoterapeuta – Unidade Wmais: Filipe Cardoso Silva

Responsável Projeto ExperimentArte

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